Autor: walter

  • ÚCREAS PÉPTICAS

    O QUE SÃO?

    A úlcera péptica é uma ferida na parede do estômago ou duodeno. O duodeno é a primeira parte do seu intestino delgado. Se as úlceras pépticas são encontradas no estômago, elas são chamadas de úlceras gástricas. Se forem encontradas no duodeno, são chamadas de úlceras de duodeno (ou duodenais). Você pode ter mais que uma úlcera. Muitas pessoas têm úlcera péptica. Elas podem ser tratadas com sucesso. Procurar o seu médico é o primeiro passo.

    Não temos estatísticas precisas no Brasil, mas nos Estados Unidos cerca de 20 milhões de pessoas apresentarão uma úlcera durante sua vida. As úlceras duodenais ocorrem mais freqüentemente entre os 30 e os 50 anos de idade, e são duas vezes mais comuns em homens. Úlceras gástricas (no estômago) são mais freqüentes após os 60 anos e em mulheres.

    Uma úlcera é uma área focal do estômago ou duodeno que foi danificada pelo ácido gástrico e sucos digestivos, levando a uma perda do revestimento mucoso local, com certa profundidade (isto as diferencia das erosões, que são mais rasas). A maioria das úlceras não são maiores que uma borracha de apagar, mas elas podem causar dor e desconforto importantes.

  • SINDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

    O QUE É?

    A síndrome do intestino irritável (SII) é uma manifestação intestinal (normalmente intestino grosso) que pode ser muito desconfortável, e que não causa lesões (inflamação, úlceras, tumores) na estrutura desses órgãos, ou seja, não implica risco de vida.

    Em condições normais, o alimento é impulsionado através do trato digestivo por contrações rítmicas dos músculos intestinais, um processo denominado peristalse. Na SII, esses músculos sofrem contrações descoordenadas, acarretando um deslocamento muito rápido ou bem lento do conteúdo intestinal, causando dor abdominal, diarréia ou constipação, sintomas esses normalmente associados a estados de tensão, ansiedade e ou nervosismo.

    SINTOMAS

    O portador da Síndrome do Intestino Irritável apresenta dor abdominal por mais de três meses, consecutivos ou não, em um período de 1 ano. Alívio da dor após a defecação, alteração da consistência e da freqüência das evacuações caracterizam a doença. Pode haver mais de três evacuações ao dia e diarréia após as refeições, ou constipação, com menos de três evacuações por semana. Dificuldade para evacuar, urgência nas evacuações ou sensação de evacuação incompleta podem estar presentes. Distensão abdominal pode ocorrer pela presença de gases.

    QUAIS SÃO AS CAUSAS

    Sua causa ainda é desconhecida, mas alguns fatores relacionados ao hábito de vida podem contribuir com sua manifestação, como estresse, depressão ou ansiedade, fumo, álcool, cafeína e gorduras. A doença ainda pode ser agravada por intolerâncias ou alergias alimentares ou como decorrência de estresse. A síndrome pode variar muito de uma pessoa para outra. Desta forma, é essencial desenvolver um regime personalizado para tratar melhor os sintomas.

    COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO

    O diagnóstico é feito após minuciosa história clínica, com o preenchimento ou não de determinados critérios padronizados, e muitas vezes, é feito apenas após a exclusão de causas orgânicas, fundamental para que também não se deixe passar em branco doenças de maior gravidade.

    TRATAMENTO

    Pode passar por apoio psicológico, reeducação alimentar e tratamento medicamentoso com drogas específicas e com drogas usadas para modular a ansiedade.

  • ANSIEDADE VS. DEPRESSÃO: ENTENDA AS DIFERENÇAS E COMO LIDAR COM CADA UMA

    A ansiedade e a depressão são duas das condições mais comuns de saúde mental que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. Embora muitas vezes sejam mencionadas juntas, são transtornos distintos com características e tratamentos diferentes. Neste post, exploraremos o que é a ansiedade, o que é a depressão, e como identificar e tratar cada uma dessas condições.

    O Que É Ansiedade?

    Causas e Sintomas da Ansiedade

    O estilo de vida moderno, marcado por agitação, incertezas e pressão por resultados, pode levar a um estado de ansiedade excessiva, afetando negativamente a qualidade de vida. A ansiedade torna-se uma doença quando os pensamentos de uma pessoa são dominados por preocupações excessivas e desproporcionais.

    Diagnóstico e Tratamento da Ansiedade

    O estado de ansiedade pode distorcer a percepção que a pessoa tem de si mesma, tornando essencial o diagnóstico por um médico. O profissional ajudará o paciente a entender a doença e buscar soluções ou equilíbrio para suas emoções. O tratamento pode incluir terapia, medicação, mudanças no estilo de vida e técnicas de relaxamento.

    O Que É Depressão?

    Causas e Sintomas da Depressão

    A depressão é um transtorno afetivo que se manifesta tanto em sintomas psíquicos quanto físicos, sendo uma doença que afeta o organismo como um todo. Muitas vezes, a depressão surge sem motivo aparente, independentemente da vontade do paciente. Eventos marcantes como a perda de um ente querido, desemprego, ou ruptura de um relacionamento podem desencadear um estado depressivo.

    Diagnóstico e Tratamento da Depressão

    Se os sintomas de desânimo e profunda tristeza persistirem após eventos traumáticos, é crucial buscar orientação médica especializada. O tratamento da depressão pode incluir terapia, medicação, e mudanças no estilo de vida, além de apoio de familiares e amigos.

    Diferenças Entre Ansiedade e Depressão

    Ansiedade

    • Causas: Estresse, pressão por resultados, incertezas.
    • Sintomas: Preocupações excessivas, nervosismo, tensão.
    • Tratamento: Terapia, medicação, técnicas de relaxamento.

    Depressão

    • Causas: Eventos traumáticos, predisposição genética, fatores biológicos.
    • Sintomas: Tristeza profunda, falta de energia, alterações no sono e apetite.
    • Tratamento: Terapia, medicação, apoio social.

    Como Lidar com Ansiedade e Depressão

    Dicas para Gerenciar a Ansiedade

    1. Pratique Exercícios de Relaxamento: Técnicas como meditação e ioga podem ajudar a reduzir a ansiedade.
    2. Mantenha uma Rotina Saudável: Dormir bem, alimentar-se corretamente e fazer exercícios físicos são fundamentais.
    3. Procure Ajuda Profissional: Terapia e aconselhamento psicológico são essenciais para entender e tratar a ansiedade.

    Dicas para Gerenciar a Depressão

    1. Busque Apoio Social: Fale com amigos e familiares sobre o que está sentindo.
    2. Envolva-se em Atividades Prazerosas: Atividades que você gosta podem ajudar a melhorar o humor.
    3. Siga o Tratamento Médico: É importante seguir as recomendações do seu médico e tomar os medicamentos prescritos.

    Conclusão

    Entender as diferenças entre ansiedade e depressão é fundamental para identificar e tratar cada condição adequadamente. Ambas são sérias e requerem atenção profissional, mas com o tratamento correto e apoio adequado, é possível levar uma vida plena e saudável.

  • 93% DOS MÉDICOS SE QUEIXAM DE INTERFERÊNCIA DE PLANOS DE SAÚDE

    Em pesquisa do Datafolha, profissionais relatam limitações para exames e tempo de internação

    Nota média atribuída pelos médicos às operadoras foi de 4,7; entidades cobram desburocratização


    Os médicos de São Paulo desaprovam os planos de saúde com que trabalham, acham que eles interferem em sua autonomia e que isso prejudica o atendimento.
    Em pesquisa feita pelo Datafolha, a pedido da APM (Associação Paulista de Medicina), a nota média atribuída pelos médicos às operadoras foi de 4,7, de zero a dez.

    Mais do que isso, 93% deles afirmaram sentir que há interferência dos planos de saúde em sua autonomia.

    Entre as interferências, os médicos dizem que não recebem por procedimentos feitos, que os planos limitam o número de exames e que a burocracia dos planos retarda a internação de pacientes.

    “Isso causa grave prejuízo a quem trabalha e à população que gasta recursos para garantir à família um atendimento melhor”, segundo a APM.


    A pesquisa ouviu médicos de todas as especialidades e as que exigem maior conversa com o paciente, como pediatria, clínica e obstetrícia, são as mais prejudicadas.

    A Amil, uma das maiores operadoras no Brasil em total de clientes, é citada como a que mais interfere no trabalho do médico.


    As entidades médicas cobram da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que regule os planos para que desburocratizem o atendimento aos pacientes. A ANS não se pronunciou.

    Há hoje milhões de usuários de planos médicos no Brasil. Pelo menos um terço dos médicos do Brasil é credenciado em planos de saúde, segundo a APM.

    Pacientes relatam períodos de até três meses para ser autorizada a fazer a biópsia e mais três semanas para conseguir a cirurgia. Depois, mais um mês para fazer um exame pós-operatório.


    Quando há indicação de alguma terapia complementar tipo rádio ou quimioterapia é outra peregrinação.

  • QUEIMADURA

    O QUE É? 

    O conceito de queimadura é bastante amplo, porém, basicamente, a queimadura é uma lesão dos tecidos orgânicos em decorrência de um trauma de origem térmica, que ao atingir a pele íntegra causa alteração em um dos mais importantes elementos de proteção do organismo humano dos agentes de agressão ambiental.

    Nas últimas décadas vem ocorrendo uma transição epidemiológica nos países industrializados, caracterizada pela queda acentuada da mortalidade infantil e a redução das doenças infecciosas. Nessa situação as doenças crônicas e as causas externas, entre elas a queimadura, passaram a ser responsáveis pela maioria dos óbitos.

    Com relação à idade, estatística brasileira mostra que 64% das queimaduras ocorrem em crianças, havendo uma maior incidência na faixa etária de zero a dois anos.

    COMO ACONTECE? 

    Podem-se definir dois grupos de agentes causadores:

    Agentes Físicos: 

    1. Térmicos: agressão pelo frio (congelamento) ou pelo calor (sólidos, líquidos, ou gases aquecidos);

    2. Radiantes; 

    3. Elétricos; 

    Agentes Químicos:

    1. Ácidos; 

    2. Álcalis;

    As lesões produzidas pelo calor quer em contato direto, quer pelo calor irradiante, são as que ocorrem com maior freqüência e sua gravidade estão relacionadas com:

    a. intensidade e duração da aplicação de calor, que por sua vez dependem da fonte geradora;

    b. condutividade do tecido envolvido, que varia com densidade, teor de água, e outros fatores locais.

    QUAIS OS SINTOMAS? 

    Determinar o grau da queimadura significa determinar a profundidade do trauma térmico na pele, e desse modo as queimaduras classificam-se em três graus:

    1- Queimaduras de primeiro grau: apenas a epiderme é atingida (superficial). Traduz-se visualmente por vermelhidão e inchaço. São lesões secas, muito dolorosas. A exposição prolongada à luz solar, o contato instantâneo com gases, líquidos e objetos aquecidos, são as causa comumente responsáveis por tais lesões. A cicatrização espontânea ocorre em poucos dias.

    2- Queimaduras de segundo grau: a epiderme é destruída e a derme é atingida em extensão variável (mais profunda). Surgem áreas avermelhadas ou róseas, freqüentemente úmidas e há a formação de bolhas. Tais lesões são extremamente dolorosas. 

    3- Queimaduras de terceiro grau: verifica-se comprometimento de toda a espessura da pele, sendo uma lesão irreversível podendo atingir estruturas mais profundamente situadas, como tecido adiposo subcutâneo, músculos e ossos, e com isso observa-se manifestações sistêmicas. Surgem áreas secas, esbranquiçadas, duras, de aspecto coriáceo. Por vezes apresentam-se carbonizadas, de coloração enegrecida, lesões típicas de queimaduras causadas pela eletricidade. 

    Caracteristicamente, a sensibilidade dolorosa está muito diminuída, ou mesmo abolida, em virtude da destruição das terminações nervosas.

    Quanto à extensão da queimadura é usualmente representada por uma percentagem da área da superfície corporal, sendo calculada através de métodos especiais. A extensão das lesões reflete a gravidade do caso e permite uma estimativa inicial do prognóstico. Utilizando-se qualquer dos esquemas existentes, as queimaduras classificam-se, segundo sua extensão em:

    1. pequenas: a superfície atingida é menor que 10% da área corporal;

    2. médias: a superfície queimada situa-se entre 10 e 20% da área corporal;

    3. grandes: a superfície corporal é lesada em mais de 20% de sua área.

    Queimaduras de 10 a 20% em crianças abaixo de doze anos de idade devem ser consideradas como de grande magnitude. Em se tratando de lactentes, áreas lesadas em proporções ainda menores caracterizam grandes queimaduras.

    TRATAMENTO 

    Avanços no tratamento do paciente queimado têm reduzido as taxas de mortalidade, com uma melhor qualidade de vida nos sobreviventes. Tal fato deve-se a uma abordagem inicial mais adequada, ao controle das infecções, e a melhor abordagem da ferida / cicatriz, principalmente em ambiente hospitalar. 

    O principal objetivo do tratamento da injúria térmica é a restauração dos tecidos lesados.

    Os cuidados a serem dispensados às lesões térmicas devem iniciar-se o mais breve possível, junto mesmo ao local do acidente, onde lençóis limpos embebidos em água morna, ou compressas embebidas em solução salina, recobrindo as feridas, podem livrá-las de contaminação maior. O gelo ou a água gelada são eficazes para diminuição da dor em áreas de queimaduras de segundo grau e podem ser usados com efeito analgésico se a queimadura acomete menos que 25% da superfície corporal total.  No entanto, hipotermia sistêmica deve ser evitada a todo custo. Toda e qualquer outro tipo de substância que possa ser usada com o intuito de limpeza, proteção ou cura deve ser evitada.

    Havendo dúvidas quanto à capacidade do paciente em cuidar adequadamente das feridas, as bolhas deverão ser desfeitas, pelo risco de contaminação. Freqüentemente, tais manobras requerem a administração de analgésicos e sedativos, quando não a presença do anestesiologista, oferecendo maior segurança e eficiência ao tratamento, devendo então serem feitas em ambiente hospitalar com toda a assepsia.

  • TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TEV)

    O QUE É?

    TEV significa tromboembolismo venoso, um termo que inclui tanto a trombose venosa profunda (TVP) como a sua maior complicação, que é a embolia pulmonar. A TVP como o próprio nome diz, significa a formação de um trombo (um coágulo de sangue) em uma veia localizada profundamente, na maioria das vezes nas pernas. Muitas vezes, parte desse coágulo se solta, “viaja” pelas veias e pára em uma das veias do pulmão e é isto que chamamos de embolia pulmonar. Pedra ou cálculo na vesícula é uma doença bastante comum. 

    QUALQUER PESSOA PODE TER TEV (?) 

    Algumas pessoas apresentam maior tendência a desenvolver TEV, ou seja, apresentam os chamados fatores de risco. Alguns desses fatores estão listados abaixo. Verifique cuidadosamente se você se enquadra em alguns deles. Essa informação pode ser útil para o seu médico.

    – Idade maior de 40 anos;

    – Obesidade;

    – Já ter tido trombose;

    – Varizes;

    – Uso de anticoncepcional;

    – Uso de reposição hormonal;

    – Câncer;

    – Dificuldade de movimentação;

    – Anormalidade genéticas da coagulação.

    A TEV PODE APARECER QUALQUER HORA OU EXISTEM SITUAÇÕES DE RISCO?

    As pessoas com fatores de risco costumam desenvolver TEV quando expostas a determinadas situações, chamadas situações de risco. Algumas delas estão citadas abaixo, mas a idéia é que toda vez que a pessoa fica parada (como durante uma hospitalização prolongada), ou tem uma tensão nas veias (durante uma cirurgia ou trauma ), a probabilidade de se formar o trombo aumenta.

    Situações de risco:

    – Trauma;

    – Cirurgias prolongadas;

    – Anestesia geral;

    – Imobilização;

    – Hospitalização prolongada

    – Doenças cardíacas ou respiratórias graves;

    – Infecção grave.

    QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DA TEV

    O TEV pode passar totalmente despercebido se o trombo for muito pequeno e não causar dor, inchaço e vermelhidão importantes na perna que esta com a veia entupida.

    No entanto, a conseqüência mais temida é a embolia pulmonar. Às vezes o coágulo que para no pulmão é grande e pode inclusive colocar em risco a vida da pessoa.

    Outra complicação é a chamada Síndrome pós-trombótica. Ela ocorre após um episódio de trombose, causa inchaço e dor na perna que persistem por muito tempo. Também podem aparecer feridas e infecções repetidas na perna afetada.

    O TEV PODE SER EVITADO?

    TEV é uma doença comum, mas que pode ser evitada através de medidas preventivas. O TEV pode ser grave, mas a avaliação do risco é simples e o tratamento preventivo também.

  • VASECTOMIA NÃO PODER SER BANALIZADA

    A cirurgia para sua reversão recanalização dos condutos deferentes é mais complicada e trabalhosa que a vasectomia
     
    Um alerta aos homens jovens, especialmente na faixa de 18 a 24 anos: a vasectomia não pode se tornar uma cirurgia corriqueira. Visando desencorajar a esterilização precoce, o Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de baixar resolução com normas técnicas para a cirurgia de esterilização masculina.
    Segundo o Conselho, o médico que se propuser a realizar este tipo de cirurgia terá de estar habilitado também para reverter o processo, pois o paciente pode se arrepender posteriormente e, em muitos casos, a reversão não será possível.
    O Conselho alerta que “o percentual de insucessos é grande quando um homem pretende refazer sua capacidade de ser pai, por isso a vasectomia não pode se transformar em procedimento massificado”.

    Dados revelam que 17% se arrependem ao longo da vida, especialmente por alterações psicológicas e emocionais. Segundo Araújo, o ato médico de esterilização cirúrgica masculina “não é apenas um procedimento de esterilização, mas um ato mais complexo que exige cuidados não previstos em lei”. Daí a preocupação de que o médico que realizou a vasectomia esteja apto também a outros tipos de intercorrências e à reversão do procedimento.
    Para assegurar maior segurança aos pacientes, o CFM estabeleceu o prazo de 60 dias entre a vontade manifestada e a realização da cirurgia, para que o homem possa amadurecer sua decisão. Este prazo é considerado importante para a conscientização dos homens sobre os vários métodos de contracepção disponíveis.
    O Conselho ressalta ainda que antes de se submeter à vasectomia, o paciente deve buscar informações completas sobre o procedimento, procurar um médico devidamente habilitado e considerar todas as repercussões da esterilização e suas consequências, como a necessidade de uma reversão.
    A reversibilidade da vasectomia envolve muita confusão. A vasectomia é reversível sim, porém a taxa de sucesso da cirurgia de reversão pode variar muito, dependendo do caso. Por exemplo: caso o homem tenha se submetido à vasectomia há mais de 5 anos, a chance de sucesso com a reversão é bem menor que se ele tivesse feito a cirurgia há 2 anos. Além disso, a cirurgia de reversão é muito mais delicada e deve ser realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia troncular, com a utilização de material microcirúrgico, incluindo microscópio.
    “Quando me perguntam se a vasectomia é reversível, minha resposta imediata é não”. Tecnicamente, é possível recanalizar o vaso deferente com o uso de instrumentos que ampliam a imagem, porém, muitas vezes, mesmo com o retorno do espermatozóide ao sêmen, nota-se uma nítida dificuldade de ocorrer a gravidez. Isto acontece por formação de anticorpos antiespermatozóide produzidos pelo próprio homem após a realização da vasectomia.
    Assim a vasectomia pode ser o melhor método anticoncepcional, mas somente para casais absolutamente convencidos de que realmente não quererem ter mais filhos. Se não existir essa convicção, é preferível optar por outros métodos anticoncepcionais.
  • CIRURGIA LAPAROSCÓPICA PROPICIA ALÍVIO PROLONGADO NA DRGE

    Segundo estudo de pesquisadores americanos, em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), o procedimento laparoscópico anti-refluxo propicia a resolução dos sintomas por longo prazo. Os resultados do estudo também demonstram ser possível prever os pacientes que irão se beneficiar desse procedimento.

    Em curto prazo, o procedimento laparoscópico mostrou prover um excelente controle dos sintomas de refluxo, porém com diminuição dos resultados com o passar do tempo conforme dois trabalhos de longo prazo.

    Entre setembro de 1993 e setembro de 1999, 441 pacientes foram submetidos a procedimentos laparoscópicos para DRGE na University of Washington excluindo-se os pacientes com hérnias paraesofageanas e aqueles que não obtiveram sucesso em um tratamento prévio para o refluxo.

    Em 2004, 65% desses pacientes foram contactados para acompanhamento. A média foi de 69 meses de seguimento.

    Queimação retroesternal melhorou em 90% dos pacientes e resolveu em 67%. Regurgitação melhorou em 92% e resolveu em 70%. A disfagia foi resolvida na maioria dos pacientes, o que em uma análise multivariada significou redução de sintomas a longo prazo.

    Contudo, sintomas adversos ocorreram como diarréia (11%), distensão (9%), além de uso contínuo de antiácidos (41%) e inibidor de bomba de prótons (23%) com 2% de reoperações.

    Os investigadores concluíram que o procedimento laparoscópico constitui uma excelente ferramenta para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico.

  • CÂNCER DO SISTEMA LINFÁTICO: LINFOMA

    O linfoma se desenvolve nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático. O sistema linfático é um dos responsáveis pela defesa natural do organismo contra infecções e é composto por inúmeros gânglios linfáticos, conectados entre si pelos vasos linfáticos.

    Os gânglios linfáticos estão situados no pescoço, axilas e virilhas. Internamente, são encontrados principalmente, no tórax (mediastino) e abdômen. As amígdalas, o fígado e o baço também fazem parte do sistema linfático.

    Tipos de linfomas

    Linfoma não-Hodgkin : O linfoma não-Hodgkin é o tipo mais comum de linfoma e está dividido em 2 tipos : o agressivo e o indolente.

    Os linfomas indolentes têm um crescimento relativamente lento. Os pacientes podem apresentar poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Entretanto, a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas de linfoma. Os pacientes com o tipo mais agressivo podem  morrer rapidamente se não tratados, mas, em geral, este tipo de linfoma apresenta taxas mais elevadas de cura. Os linfomas indolentes correspondem aproximadamente a 40% dos diagnósticos, e os agressivos aos 60% restantes.

    Sintomas do linfoma

    O sintoma inicial mais comum do linfoma é um aumento indolor dos linfonodos no pescoço, axilas, abdômen, virilha ou do mediastino (região entre o coração e os pulmões).O envolvimento de linfonodos em outros locais ocorre com menor freqüência. Outros sintomas incluem febre, suor, principalmente à noite, perda de peso e coceira. O baço e/ou o fígado  podem estar aumentados.

    Incidência

    Aproximadamente 1,5 milhões de pessoas sofrem dessa doença em todo o mundo. 

    De acordo com um levantamento realizado em 2000, pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer – International Agency for Research on Cancer (IARC) – 350 mil novos casos são diagnosticados anualmente.

    A ONG Coalizão Linfoma (uma organização sem fins lucrativos, composta por pacientes de todo o mundo) fez uma pesquisa com 486 pacientes portadores da doença, que revelou que, 97,5 % dos pacientes não tinham sequer conhecimento do que era o  linfoma não-Hodgkin antes dos seus diagnósticos.

  • ANTICORPOS MONOCLONAIS

    O que são:

    O uso de anticorpos monoclonais no tratamento do câncer é considerado pelos oncologistas e hematologistas de todo o mundo como uma das maiores descobertas da ciência nos últimos trinta anos.   

    A razão disto é a forma eficaz com que estes anticorpos monoclonais atuam nas células cancerígenas. Os médicos explicam que eles agem como “mísseis teleguiados”, atingem apenas as células doentes e preservam as sadias. Com isto, além de poder oferecer aos pacientes maiores chances de cura com melhor qualidade de vida possuem boa tolerabilidade, não se observando os efeitos colaterais freqüentes da quimioterapia (queda de cabelo, efeitos tóxicos no coração, rins etc…)

    Como agem

    Os anticorpos monoclonais são produzidos em laboratório e são similares aos anticorpos normais do corpo humano, mas são específicos para determinadas substâncias (antígenos) encontradas na superfície das células. Após a ligação do anticorpo monoclonal à célula cancerígena há o desencadeamento de vários mecanismos de ação que acabam por levar à morte dessas células. 

    Hoje já são produzidos vários medicamentos para o tratamento do câncer com base no uso de anticorpos monoclonais, todos com altos índices de sucesso. Além disso, pesquisas também revelam manutenção da qualidade de vida de pacientes tratados com os anticorpos monoclonais.

    Origem: 

    Em 1904, o Prof Paul Ehrlich prevê a produção no futuro dos anticorpos monoclonais, estruturas alvo-dirigidas batizando-os de “Magic Bullets”. Surge a noção de imunoterapia antitumoral.   

    De 1905 a 1974 – muitas tentativas, nenhum sucesso científico.

    Em 1975, Georges Köhler e César Milstein produziram, em Cambridge, Inglaterra, anticorpos monoclonais por meio da fusão de células de mieloma (tipo de câncer de sangue) com anticorpos produzidos por linfócitos de camundongos.).

    Após a descoberta do antígeno CD20 pelo Prof Nabil Hanna, entre 1990 e 1993, três cientistas, Profs. Daniel Anderson, Mitchel Reff e Roland Newman iniciaram a busca incessante pela produção de um anticorpo que atacasse especificamente as células que tivessem o chamado antígeno CD20 em sua superfície. Entre 1993 e 1997, foram realizados diversos estudos clínicos e pré clínicos até que em 1997, 22 anos depois do desenvolvimento da técnica de produção de Anticorpos Monoclonais, é aprovado pelo FDA o anticorpo monoclonal antiCd20, o Rituximabe (nome comercial no Brasil MabThera). Trata-se do primeiro anticorpo monoclonal aprovado para tratamento do Câncer. Em 1998 o MabThera® (rituximabe)  foi aprovado no Brasil. De 1997 aos dias atuais, o rituximabe tem se consolidado como imunoterapia isolada ou associada a quimioterapia no tratamento dos linfomas não Hodgkin, e os resultados dos estudos clínicos continuam demonstrando maiores chances de cura e de resposta.


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    Anticorpos Monoclonais: Uma Revolução no Tratamento do Câncer

    Os anticorpos monoclonais representam uma das maiores inovações científicas nas últimas décadas no campo da oncologia. Este avanço trouxe novas esperanças para pacientes com câncer, oferecendo tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

    O Que São Anticorpos Monoclonais?

    Definição e Importância

    Os anticorpos monoclonais são uma forma avançada de terapia que age especificamente contra células cancerígenas, poupando as células saudáveis. Oncologistas e hematologistas de todo o mundo consideram essa abordagem uma das maiores descobertas dos últimos trinta anos devido à sua eficácia e segurança.

    Como Funcionam os Anticorpos Monoclonais?

    Esses anticorpos são produzidos em laboratório e são projetados para se ligar a antígenos específicos na superfície das células cancerígenas. Uma vez ligados, desencadeiam uma série de mecanismos que levam à destruição das células malignas. Essa precisão é comparada a “mísseis teleguiados” que atacam apenas as células doentes.

    Como São Produzidos os Anticorpos Monoclonais?

    Processo de Produção

    Os anticorpos monoclonais são criados através da fusão de células de mieloma com linfócitos de camundongos, produzindo células híbridas que podem ser clonadas para gerar grandes quantidades de anticorpos específicos.

    Mecanismo de Ação

    Após a ligação aos antígenos nas células cancerígenas, os anticorpos monoclonais ativam diversos mecanismos que resultam na morte dessas células, mantendo a integridade das células saudáveis. Isso proporciona aos pacientes uma maior chance de cura e uma melhor qualidade de vida, com menos efeitos colaterais em comparação com a quimioterapia tradicional.

    Histórico e Evolução dos Anticorpos Monoclonais

    Primeiras Descobertas e Desenvolvimento

    • 1904: Prof. Paul Ehrlich prevê a produção de anticorpos monoclonais, chamando-os de “Magic Bullets”.
    • 1905-1974: Muitas tentativas de desenvolvimento, sem sucesso.
    • 1975: Georges Köhler e César Milstein produzem anticorpos monoclonais pela primeira vez em Cambridge, Inglaterra.

    Avanços e Aprovações

    • 1990-1993: Descoberta do antígeno CD20 e início da pesquisa para anticorpos específicos.
    • 1997: Aprovação pelo FDA do Rituximabe (MabThera), o primeiro anticorpo monoclonal para tratamento do câncer.
    • 1998: Aprovação do Rituximabe no Brasil.
    • 1997-Presente: Rituximabe se consolida como imunoterapia isolada ou combinada com quimioterapia para linfomas não Hodgkin.

    Benefícios dos Anticorpos Monoclonais no Tratamento do Câncer

    Eficácia e Qualidade de Vida

    Os anticorpos monoclonais oferecem altas taxas de sucesso no tratamento de diversos tipos de câncer, além de manterem a qualidade de vida dos pacientes. Eles apresentam boa tolerabilidade e reduzem significativamente os efeitos colaterais comuns da quimioterapia, como queda de cabelo e toxicidade em órgãos vitais.

    Casos de Sucesso e Estudos Clínicos

    Estudos clínicos e pré-clínicos demonstraram que o uso de anticorpos monoclonais, como o Rituximabe, proporciona maiores chances de cura e melhores respostas terapêuticas, especialmente em linfomas não Hodgkin.

    Conclusão

    Os anticorpos monoclonais revolucionaram o tratamento de vários tipos de câncer, oferecendo terapias direcionadas e eficazes com menos efeitos colaterais. Continuam a ser uma área de pesquisa intensa, prometendo ainda mais avanços e esperanças para pacientes ao redor do mundo.