Autor: walter

  • PEDRA NA VESÍCULA OU COLELITÍASE

    O QUE É?

    Pedra ou cálculo na vesícula é uma doença bastante comum. Cera de 10% das pessoas tem pedra (cálculo) na vesícula. Mais de 10 milhões de brasileiros tem esse tipo de problema. Qualquer pessoa pode ter pedras na vesícula, mas algumas têm maior possibilidade, como:

    – Idade. Apesar de esta doença poder acometer até crianças, ela aumenta com a idade e é mais comum nos adultos e idosos.

    – Mulher. As pedras da vesícula são mais comuns nas mulheres do que nos homes, principalmente nas que já ficaram grávidas.

    – Obesidade. Quanto mais gordo, maior a possibilidade de ter pedra na vesícula. Entretanto, os magros também podem ter cálculos.

    – Hereditariedade. As pessoas que têm familiares com cálculos possuem mais chance de ter esta doença do que os que não têm.

    COMO A PEDRA (CÁLCULO) É FORMADA

    A bile é produzida no fígado e é eliminada no intestino. A bile ajuda na digestão de alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias, entre as quais colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, elas podem se depositar na vesícula. Com o passar do tempo (dias, meses e anos), estes depósitos se unem e formam pedras.

    Outros locais do organismo, como o rim, bexiga e o canal da saliva e o da lágrima também podem formar pedras. Mas, as pedras desses locais são diferentes das pedras da vesícula.

    COMO SÃO AS PEDRAS

    O número, tamanho, forma e cor das pedras da vesícula são bastante variáveis. Algumas pessoas só têm uma pedra, enquanto outras têm mais de 1000. Da mesma forma, as pedras podem variar de tamanho de 1 mm (grão de areia) até 10 ou 15 cm.

    SINTOMAS E COMPLICAÇÕES

    A pedra na vesícula pode ocasionar sintomas intensos e graves, sendo os mais comuns:

    – Dor intensa no abdômen (barriga) – no lado direito ou “na boca do estômago”. Esta dor geralmente dura de 30 minutos a 2 horas, mas quando for mais prolongada pode indicar que esta ocorrendo uma complicação.

    – Náuseas (enjôo) e vômitos.

    – Inflamação ou infecção da vesícula.

    – Icterícia (amarelão).

    – Febre.

    – Pancreatite aguda.

    A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula nunca teve sintomas. Não existem dados médicos que permitam determinar quais pacientes terão sintomas. Entretanto, quando o paciente apresenta um dos sintomas acima citados, a possibilidade de repetir o mesmo sintoma ou apresentar uma complicação é muito grande. Assim, nesta situação é importante procurar tratamento.

    A possibilidade de uma pessoa apresentar sintomas ou complicações independe do número ou do tamanho das pedras. Às vezes, apenas uma pedra pequena pode ocasionar complicações muito graves, como pancreatite aguda.

    DIAGNÓSTICO

    O melhor método para diagnosticar pedra na vesícula não complicada é a ultra-sonografia ou ecografia do abdômen superior. A tomografia pode não mostrar as pedras em um grande número de pacientes.

    TRATAMENTO

    A “única” forma de tratamento da pedra ou cálculo da vesícula é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia). Outros tratamentos, como litotripsia (“quebrar a pedra” com aparelhos especiais) e medicamentos para dissolver a pedra, não dão bons resultados e não devem ser usados, pois só atrasam o tratamento correto.

    Atualmente o tratamento da pedra na vesícula foi muito simplificado, desde que o paciente não apresente complicações. A retirada da vesícula pode ser facilmente realizada por via laparoscópica na maioria dos pacientes (“operação dos furinhos ou a laser”), sem a necessidade de fazer um corte grande no abdômen. Ema casos de exceção (doença grave ou complicada e variações anatômicas p.ex.) não é possível concluir a operação pela técnica laparoscópica e nesses casos há necessidade de se fazer uma incisão (corte – conversão) maior no seu abdômen para terminar a operação

    Mesmo pacientes assintomáticos, com achado incidental do diagnóstico de pedra na vesícula devem considerar a opção de tratamento cirúrgico devido a possibilidade de complicação séria já como primeiro sintoma, principalmente em pacientes onde qualquer complicação, por menor que seja pode comprometer muito o estado geral (idosos, cardiopatas, diabéticos). É melhor uma operação eletiva cercada de todo um preparo, do que uma operação de urgência, onde nem sempre conseguimos operar o paciente no melhor do seu estado.

    DIETA APÓS A RETIRADA DA VESÍCULA

    Não há necessidade de se modificar a sua alimentação permanentemente após a retirada da vesícula, pois a única função da vesícula é a de armazenar bile e não de produzi-la. A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Em raros casos há episódios de diarréia associados à ingestão gordurosa.

    É aconselhável apenas a redução da quantidade de alimentos gordurosos nos primeiros 30 dias para que haja uma adaptação definitiva à ausência da vesícula.

    RECUPERAÇÃO 

    A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes volta as suas atividades normais em poucos dias.

  • Cápsula Endoscópica

    O QUE É?

    A cápsula endoscópica permite o médico examinar a parte média do tubo digestivo, o intestino delgado. O exame é realizado com uma cápsula de vídeo do tamanho de uma pílula, que tem lente e luz própria e fotografará imagens que serão montadas e examinadas.

    Trata-se de um exame que requer grande expertise médica para a posterior interpretação das imagens geradas.

    INDICAÇÃO

    Tem indicações bem específicas.

    É de grande ajuda para a avaliação do intestino delgado, uma vez que essa parte do tubo digestivo não é alcançada pelas endoscopias tradicionais.

    A indicação mais comum para este exame é a hemorragia do intestino delgado. Também pode ser útil para detectar pólipos, doenças inflamatórias do intestino, úlceras e tumores do intestino delgado.

    REALIZAÇÃO

    Trata-se de um exame de fácil realização, sem grandes preparos (apenas jejum prévio de 12 horas). O exame tem a duração de aproximadamente oito horas, após as quais o paciente retorna ao consultório para que as imagens capturadas através de um cinto especial sejam passadas para um computador e analisadas.

    Não há necessidade de internação hospitalar, devendo-se estar atento para a história pregressa de aderências, obstrução intestinal e cirurgias prévias.

    Durante a realização do exame o paciente poderá tomar líquidos transparentes após duas horas e realizar refeições leves após quatro horas da ingestão da cápsula.

    COMPLICAÇÕES

    São raras, mas podem ocorrer principalmente obstrução intestinal em pacientes que tenham estenose (estreitamento) do intestino delgado, normalmente devido a uma inflamação, a uma cirurgia anterior ou a um tumor.


    Estrutura de SEO:

    Cápsula Endoscópica: Tudo o Que Você Precisa Saber

    A cápsula endoscópica é uma tecnologia inovadora que permite aos médicos examinar a parte média do tubo digestivo, especificamente o intestino delgado. Este exame não invasivo oferece uma visão detalhada que outras formas de endoscopia tradicional não conseguem alcançar.

    O Que é Cápsula Endoscópica?

    Definição e Funcionamento

    A cápsula endoscópica é um dispositivo do tamanho de uma pílula, equipado com uma lente e uma luz própria, que fotografa imagens internas do intestino delgado. Estas imagens são capturadas enquanto a cápsula passa pelo trato digestivo e são posteriormente montadas e examinadas por médicos especializados.

    Processo de Exame

    • Preparação: O paciente deve jejuar por 12 horas antes do exame.
    • Duração: O exame dura aproximadamente oito horas.
    • Análise: Após o exame, as imagens capturadas são transferidas para um computador para análise médica detalhada.

    Indicações para o Uso da Cápsula Endoscópica

    Avaliação do Intestino Delgado

    A cápsula endoscópica é particularmente útil para examinar o intestino delgado, uma área inacessível pelas endoscopias tradicionais.

    Condições Detectáveis

    • Hemorragia do Intestino Delgado: A indicação mais comum para este exame.
    • Pólipos: Crescimentos anormais de tecido.
    • Doenças Inflamatórias do Intestino: Como a doença de Crohn.
    • Úlceras: Feridas na mucosa intestinal.
    • Tumores: Crescimentos cancerígenos ou não.

    Como é Realizado o Exame?

    Preparação e Execução

    • Preparação Prévia: Jejum de 12 horas.
    • Durante o Exame: O paciente pode ingerir líquidos claros após duas horas e realizar refeições leves após quatro horas da ingestão da cápsula.
    • Pós-Exame: As imagens são transferidas e analisadas sem necessidade de internação hospitalar.

    Considerações Especiais

    Pacientes com histórico de aderências, obstrução intestinal ou cirurgias prévias devem informar ao médico antes do exame para avaliação de riscos.

    Complicações Potenciais

    Riscos e Cuidados

    Complicações são raras, mas podem incluir obstrução intestinal, especialmente em pacientes com estenose (estreitamento) do intestino delgado devido a inflamações, cirurgias anteriores ou tumores.

    Conclusão

    A cápsula endoscópica é uma ferramenta valiosa na avaliação do intestino delgado, oferecendo diagnósticos precisos para diversas condições médicas. Com um preparo simples e mínima invasividade, este exame se destaca pela sua eficácia e segurança, embora a atenção a possíveis complicações seja essencial para um procedimento bem-sucedido.

  • ENEMA OPACO OU CLISTER OPACO 

    O enema opaco usa raios-x para diagnosticar problemas no intestino grosso, o que inclui o cólon e o reto. O exame pode mostrar problemas como lesões elevadas, úlceras, pólipos e divertículos, além de câncer. 

    Antes de fazer as chapas, o radiologista introduz um líquido espesso à base de bário dentro do cólon. O bário reveste as paredes internas do cólon e reto e permite que estes órgãos apareçam mais claramente nas radiografias. Ele também permite ao radiologista ver o tamanho e forma do cólon e reto.

    Pode haver algum desconforto durante o exame. O bário causa estufamento e pressão no abdome, e pode haver a sensação de urgência para evacuar. Entretanto, a evacuação dificilmente ocorre, pois o tubo usado para injetar o contraste tem um balão na ponta que impede que o líquido saia.

    As radiografias são tomadas com o paciente em diferentes posições, com o objetivo de proporcionar diferentes ângulos de visão dos intestinos. Quando o exame termina, o paciente vai ao banheiro evacuar. Às vezes, são feitas chapas após isto, com o cólon vazio.

    O exame dura de uma a duas horas. O bário pode causar constipação e tornar as fezes acinzentadas ou esbranquiçadas por alguns dias.

    Preparo 

    O intestino grosso deve estar vazio para o exame ser preciso. Para se preparar para o procedimento, há uma dieta a ser seguida nos dias prévios. Por exemplo: deve-se ter uma dieta líquida e evitar açúcares, leite e derivados por dois dias antes do exame; somente líquidos na véspera; e nada após a meia-noite da noite anterior ao procedimento. Dieta líquida significa sopas sem gorduras, gelatina, sucos de frutas, água, café puro, chás ou refrigerantes diet. Para se certificar que o cólon estará limpo, será dado um laxante ou um enema antes do exame. O médico radiologista poderá dar instruções complementares.

  • CONSTIPAÇÃO

    É uma anormalidade no funcionamento do intestino, conhecida popularmente como prisão de ventre. Apesar da constipação ser conhecida por todos, é muito difícil defini-la já que ela se manifesta diferentemente nas pessoas.

    Pode-se considerar uma pessoa constipada quando ela evacua menos que 3 vezes por semana, apresenta esforço, ao evacuar, fezes duras, necessidade de manobras para facilitar a saída das fezes ou sensação de evacuação incompleta.

    Cerca de 20% da população sofre de constipação intestinal, segundo a Associação Americana de Gastroenterologia. Um breve período de prisão de ventre é considerado normal. Esses distúrbios intestinais geralmente ocorrem em períodos pré-menstruais (devido as alterações hormonais); mudanças emocionais (tensão, ansiedade, stress), mudanças da rotina (por exemplo uma viagem, onde os horários são modificados ou não se atende adequadamente ao desejo de evacuar) ou alterações da dieta.

    É preciso estar sempre atento aos sinais do corpo. A constipação intestinal prolongada, se não tratada corretamente, pode acarretar sérios problemas, entre eles as hemorróidas a doença diverticular e o câncer do intestino.

    A maior incidência desse distúrbio intestinal está nas pacientes do sexo feminino, na faixa etária mais jovem. Ele também aparece nas crianças, em idosos, e em mulheres na menopausa e durante a gestação. O uso de medicamentos como os antidepressivos e os tranqüilizantes; anti-hipertensivos, diuréticos, compostos de sais de cálcio e alumínio contidos nos antiácidos e os próprios laxantes, especialmente os irritantes, podem agravar a constipação.

    CAUSAS MAIS FREQUENTES

    Alimentação insuficiente em fibras

    Mudança de rotina

    Vida sedentária

    Uso de medicamentos

    Baixa ingestão de líquidos

    Não atendimento a vontade de evacuar

    Stress e mudanças emocionais

    TRATAMENTO

    O tratamento é feito após, a determinação clínica da causa. Na maioria dos casos. Na maioria dos casos a constipação intestinal é classificada como simples ou idiopáticas, e tratada apenas com mudanças de hábitos alimentares, atividade física e o enriquecimento de fibras (dieta ou suplemento).

    Nos casos em que não há melhora, pode-se usar laxantes, os mais variados, desde o óleo mineral até os mais potentes como os osmóticos.

    COMO PREVENIR OU REGULARIZAR

    – Criar hábitos e horários regulares para ir ao banheiro;

    – Não reter as fezes;

    – Ingerir pelo menos 2 litros de líquido diários (entre água e sucos);

    – Alimentação rica em fibras;

    – Fazer exercícios;

    – Ingerir pelo menos 5 variedades de frutas e vegetais diariamente ou suplemento com fibras.

  • Colonoscopia

    O que é? 

    A colonoscopia permite o exame das paredes do cólon (intestino grosso). Isto é feito através de um aparelho, o colonoscópio – um tubo longo, fino e flexível que é introduzido através do reto. O médico que realiza o exame observa as imagens captadas pelo aparelho em um monitor de vídeo. 

    Como devo me preparar?

    É fundamental que o intestino grosso esteja muito bem limpo para que o exame seja satisfatório. Existem uma série de protocolos para se fazer essa limpeza, mas para exemplificar descreverei um.

    Para isto, alguns passos devem ser seguidos: na véspera do exame, toda a dieta deve ser de consistência líquida. À noite, você tomará alguns comprimidos de laxante. Na manhã seguinte, a dieta será leve. Por fim, quatro horas antes da hora marcada para o exame, você deve tomar um líquido doce, que é o que, efetivamente, irá limpar o intestino. Lembre-se de beber muita água nesta fase, para repor os líquidos que seu intestino deve perder. Se você precisa tomar medicamentos já receitados, o faça somente com água. Produtos à base de aspirina (AAS, ácido acetilsalicílico) e preparações que contenham ferro devem ser suspensos dois dias antes do exame.

    O que acontecerá durante o exame?

    O médico lhe explicará o procedimento e responderá suas perguntas. É importante informá-lo a respeito de alergias, medicamentos em uso e eventuais problemas de saúde conhecidos (principalmente cardíacos e pulmonares). Você deitará confortavelmente sobre seu lado esquerdo e receberá soro e uma solução sedativa, pela veia, para seu relaxamento. O médico, então, passará o aparelho através do ânus para o reto e posteriormente por todo o cólon. Você poderá sentir alguma cólica e sensação de estufamento, pois é necessário manobrar o aparelho e colocar ar no intestino para permitir o exame de suas paredes. Essas sensações são normais e passam rapidamente. Às vezes, são necessárias trocas de posição durante o exame, para facilitá-lo. Se necessário, pequenas amostras de tecido (biópsias) serão retiradas para análise. Não se preocupe, pois isso é totalmente indolor. O tempo de duração do exame pode variar entre 15 e 50 minutos, dependendo do grau de dificuldade para introduzir o aparelho até o início do cólon e de eventuais procedimentos que se fizerem necessário (por exemplo, retirada de pólipos). 

    E depois do exame?

    Você permanecerá na área de repouso até que os efeitos dos medicamentos desapareçam. Cólicas leves, estufamento e desconforto no abdome poderão ocorrer devido à presença de ar no intestino, aliviando após sua liberação. Em virtude do uso de medicação sedativa, você não poderá dirigir automóveis, operar maquinaria ou tomar decisões importantes pelo resto do dia. Mesmo que você se sinta normal, é sabido que a sedação diminui os reflexos e o julgamento por várias horas. Por esse motivo, venha acompanhado para o exame por alguém capaz de levá-lo para casa.

    Quais os riscos?

    Os riscos potenciais são reações aos medicamentos empregados, complicações de doenças pulmonares ou cardíacas, perfuração do intestino ou hemorragia. Essas complicações são raras (uma em cada 10.000 exames), mas podem requerer tratamento de urgência ou até mesmo cirurgia quando ocorrerem. Assim, esteja certo de nos informar imediatamente se apresentar dor acentuada, fezes pretas (parecendo piche) ou sangramento persistente nas horas ou dias seguinte ao exame.

  • Anti-inflamatório comum pode causar lesões no intestino 

    Estudo com 4.500 pessoas avaliou efeitos tanto no estômago quanto na parte baixa do trato intestinal

    Remédios para proteção estomacal não evitam certas complicações que podem levar à perda de sangue oculto nas fezes 

    Além dos conhecidos efeitos no estômago e duodeno, os anti-inflamatórios não hormonais convencionais causam um estrago significativo no intestino, que costuma passar despercebido por médicos e pacientes.

    O maior estudo controlado já realizado sobre a ação de anti-inflamatórios no aparelho digestivo traz uma avaliação sistemática dos efeitos do remédio tanto na parte alta do trato gastrointestinal quanto no intestino.

    O estudo, denominado Condor, envolveu cerca de 4.500 pessoas de 32 países, incluindo o Brasil. Os resultados foram publicados no periódico “The Lancet”.

    “Os médicos ficam mais voltados para os efeitos no estômago e no duodeno, mais sintomáticos. No intestino, as lesões podem não dar sinais, mas causar perda de sangue oculto nas fezes, o que pode levar à anemia”, diz o reumatologista Milton Helfenstein Jr, da Unifesp.

    Em alguns casos, o remédio pode causar dores abdominais e diarreia.

    Para o gastroenterologista Décio Chinzon, da USP, o estudo mostra que problemas no intestino, embora menos comuns, são importantes e devem ser investigados.
    Segundo o médico, as estratégias para proteção estomacal não podem ser aplicadas às lesões intestinais.


    PROTEÇÃO GÁSTRICA

    Soluções como tomar leite e sal de frutas não adiantam, de acordo com Helfenstein. “O efeito do anti-inflamatório convencional é sistêmico. Ele inibe a produção de uma substância que protege a mucosa do estômago.”

    Isso acontece basicamente com os anti-inflamatórios não hormonais chamados não seletivos. Eles agem bloqueando duas enzimas: a COX 2, responsável pela inflamação, e a COX 1, produzida naturalmente pelo corpo e relacionada à proteção da mucosa gastrointestinal.

    Para diminuir o estrago, seu uso é associado a inibidores da secreção ácida, o que significa incluir mais um remédio, para tratar dos efeitos do primeiro.

    Nos anti-inflamatórios que inibem só a enzima COX 2, os efeitos gastrointestinais são bem menores, como mostrou o estudo Condor. A pesquisa foi patrocinada por uma empresa que fabrica esse tipo de anti-inflamatório.

    No entanto, inibidores da COX 2 são questionados por possíveis efeitos cardiovasculares, como infarto e AVC. Outros trabalhos apontaram esse risco, mas os resultados ainda são controversos, segundo o cardiologista Antônio Carlos Chagas, da USP.


    Estruturação de texto para SEO:



    Anti-Inflamatórios Comuns e Lesões no Intestino: O Que Você Precisa Saber

    Um estudo com 4.500 pessoas revela os perigos dos anti-inflamatórios não hormonais para o trato intestinal. Conhecidos por causarem danos ao estômago e duodeno, esses medicamentos também afetam o intestino de maneira significativa, um problema muitas vezes negligenciado por médicos e pacientes.

    Efeitos dos Anti-Inflamatórios no Trato Digestivo

    Danos Estomacais e Intestinais

    Anti-inflamatórios não hormonais, como ibuprofeno e naproxeno, são amplamente utilizados para aliviar dores e inflamações. No entanto, eles podem causar danos graves ao trato digestivo, incluindo o estômago e intestino. Enquanto os efeitos no estômago e duodeno são mais conhecidos e sintomáticos, as lesões no intestino podem ser silenciosas, mas igualmente perigosas.

    Estudo Condor: A Maior Pesquisa sobre Anti-Inflamatórios e o Sistema Digestivo

    O estudo Condor, envolvendo 4.500 pessoas de 32 países, incluindo o Brasil, é o maior estudo controlado sobre os efeitos dos anti-inflamatórios no trato gastrointestinal. Publicado na prestigiada revista “The Lancet”, o estudo destaca os danos causados por esses medicamentos tanto na parte alta quanto na parte baixa do trato gastrointestinal.

    Resultados do Estudo

    Lesões Intestinais e Perda de Sangue Oculto

    O reumatologista Milton Helfenstein Jr, da Unifesp, explica que os médicos geralmente se concentram nos efeitos estomacais e duodenais dos anti-inflamatórios. No entanto, as lesões intestinais, embora menos visíveis, podem levar à perda de sangue oculto nas fezes, resultando em anemia. Além disso, esses medicamentos podem causar dores abdominais e diarreia.

    Importância da Investigação de Problemas Intestinais

    Décio Chinzon, gastroenterologista da USP, ressalta que, apesar de menos comuns, os problemas intestinais causados por anti-inflamatórios são significativos e devem ser investigados. As estratégias tradicionais de proteção estomacal não são eficazes contra as lesões intestinais.

    Proteção Gástrica e Intestinal

    Limitações das Soluções Comuns

    Soluções como tomar leite e sal de frutas não são eficazes na prevenção dos danos causados pelos anti-inflamatórios. Helfenstein explica que esses medicamentos inibem a produção de uma substância que protege a mucosa estomacal.

    Anti-Inflamatórios Não Seletivos e Seletivos

    Os anti-inflamatórios não hormonais não seletivos bloqueiam duas enzimas: COX-1 e COX-2. Enquanto a COX-2 está relacionada à inflamação, a COX-1 protege a mucosa gastrointestinal. Para mitigar os danos, esses medicamentos são frequentemente combinados com inibidores da secreção ácida.

    Inibidores da COX-2

    Anti-inflamatórios que inibem apenas a COX-2 causam menos danos gastrointestinais, como mostrado no estudo Condor. Contudo, esses medicamentos podem apresentar riscos cardiovasculares, como infarto e AVC. O cardiologista Antônio Carlos Chagas, da USP, aponta que os resultados sobre esses riscos ainda são controversos.

    Conclusão

    Os anti-inflamatórios não hormonais são eficazes no alívio da dor e inflamação, mas seu uso prolongado pode causar danos significativos ao trato digestivo, incluindo o intestino. É crucial que médicos e pacientes estejam cientes desses riscos e considerem alternativas ou medidas de proteção adicionais.

  • ULTRASSONOGRAFIA ENDOSCÓPICA (EUS)

    O QUE É?

    É um procedimento diagnóstico com possibilidades terapêuticas do aparelho digestivo e mediastino.

    É a associação de duas tecnologias amplamente utilizadas na gastroenterologia e cirurgia do aparelho digestivo, a endoscopia e a ultrassonografia ou ecografia. Neste caso o transdutor de ultrassom esta acoplado a um endoscópio flexível que o leva através da luz do tubo digestivo possibilitando o estudo ultra-sonográfico da sua parede camada por camada e das estruturas vizinhas como a vesícula, o pâncreas e linfonodos. O mediastino é também uma região passível de avaliação e coleta de material.

    É feito do mesmo modo que uma endoscopia só que se utilizando o acessório que é o ultrassom o qual se na ponta do aparelho. Este por sua vez, através de ondas sonoras, cria imagens detalhadas das camadas do aparelho digestivo e de estruturas anexas o que não é possível com a videoendoscopia convencional, ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância abdominal magnética (RM).

    Facilita o reconhecimento de lesões mínimas (até 1 mm), delimitando sua abrangência e penetração. Antes, muitos tumores musculares ou císticos só eram identificados através de atos cirúrgicos convencionais. Atualmente a resolução desse novo equipamento permite o diagnóstico em fase bem inicial.

    O desenvolvimento de transdutores de alta freqüência introduzidos no lume (interior) desses órgãos, permite o estudo da arquitetura da parede, com a observação de detalhes como a divisão em cinco ou mais camadas, dependendo da capacidade operacional do instrumento (5 a 30 Mhz), fornecendo um detalhamento não conseguido com nenhum outro método.

    Sua melhor aplicação é no estadiamento (avaliação da extensão) dos tumores esofageanos, gástricos, bíleo-pancreáticos, retais e colônicos e no diagnóstico de lesões submucosas (intramurais) do aparelho digestório. Ela permite a análise de sua extensão loco-regional, além de dar informações sobre metástases em nódulos linfáticos próximos às lesões estudadas.

    INDICAÇÃO

    A EUS proporciona informações que nenhum outro exame é capaz de fornecer. Proporciona quadros detalhados sobre o aparelho digestivo mostrando as camadas dos órgãos e lesões ou artefatos milimétricos.

    Com isso permite determinar o alcance de certos tipos de câncer do aparelho digestivo e respiratório (estadiamento), avaliando com precisão a profundidade e se já há extensão às glândulas linfáticas adjacentes.

    Em alguns casos ainda pode guiar a realização de biópsias especiais.

    O preparo para este exame é semelhante ao das endoscopias convencionais e também as suas possíveis complicações.

    Dura em média de 15 a 45 minutos e é realizada nos moldes de outras endoscopias com a utilização de sedação e anestesia local (garganta).

  • RETOSSIGMOIDOSCOPIA 

    A retossigmoidoscopia é um exame que permite ao médico examinar o interior do intestino grosso, do reto até o cólon sigmóide. É utilizado para descobrir a causa de problemas como diarréia, dor abdominal ou constipação. O exame pode também ser útil para procurar sinais precoces de câncer no cólon sigmóide e reto. Com a retossigmoidoscopia, o médico pode ver sangramentos, inflamação, lesões elevadas e úlceras nas regiões examinadas. O exame não é suficiente para detectar pólipos ou câncer no cólon ascendente ou no transverso. 

    Para o procedimento, o paciente deita sobre seu lado esquerdo. O médico insere um tubo flexível através do reto e o guia lentamente pelo cólon. O endoscópio transmite a imagem do interior do reto e do cólon, de modo que o médico possa examinar cuidadosamente o revestimento destes órgãos. O aparelho também insufla ar nestes órgãos, inflando-os para permitir a melhor visão possível. 

    Se algo anormal é visto, como um pólipo ou uma inflamação, o médico pode remover um pedaço do tecido usando instrumentos passados através do aparelho. Este pedaço (biópsia) é enviado ao laboratório para análise. 

    Sangramento e perfuração do cólon são complicações possíveis do exame. No entanto, tais complicações são raras. 

    A retossigmoidoscopia dura de 10 a 20 minutos. Durante o procedimento, o paciente pode sentir uma pressão e uma leve cólica no abdome inferior. Assim que o ar deixar o cólon, estes desconfortos aliviam. 

    Preparo 

    O cólon e reto devem estar completamente vazios para que o exame seja satisfatório e seguro. Por isto, deve-se ter uma dieta líquida 12 a 24 horas antes do procedimento. Dieta líquida significa sopas sem gorduras, gelatina, sucos de frutas, água, café puro, chás ou refrigerantes diet. Na noite anterior ao procedimento ou logo antes do mesmo, pode ser administrado um enema (um líquido que serve para limpar os intestinos). O médico que realizará o exame poderá dar instruções complementares.

  • MANOMETRIA ESOFÁGICA

    Manometria é um exame que faz a medida da pressão de um determinado órgão. No caso do esôfago interessa não só a pressão exercida pela sua musculatura, mas também a seqüência com que estas contrações ocorrem. Isto mostrará ao médico como o esôfago está funcionando, ou seja, se ele está desempenhando normalmente sua tarefa de transportar o alimento ao estômago. Problemas tanto na intensidade das contrações quanto na sua coordenação podem gerar dificuldade para engolir (disfagia) ou dor torácica.

    A manometria é realizada pela introdução, pelo nariz, de uma sonda com sensores de pressão que é conectada a um aparelho que mede esta pressão. Um computador interpreta a leitura das pressões e das suas seqüências e através de padrões pré-estabelecidos teremos os diferentes diagnósticos. 

    O exame é feito no consultório e é relativamente rápido.

  • CPRE – COLANGIOPANCREATOGRAFIA ENDOSCÓPICA RETRÓGRADA

    A colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) permite ao médico diagnosticar afecções no fígado, vesícula biliar, ductos biliares e pâncreas. O fígado é um órgão que, entre outras coisas, faz um líquido chamado bile que auxilia a digestão. A vesícula biliar é um órgão pequeno, em forma de pêra, que armazena a bile até que seja necessária para a digestão. Os ductos biliares são canais que transportam a bile do fígado para a vesícula biliar e intestino delgado. Estes ductos são chamados algumas vezes de árvore biliar. O pâncreas é um órgão que produz substâncias químicas que ajudam a digestão e hormônios como a insulina.

    A CPRE é utilizada primordialmente para diagnosticar e tratar condições dos ductos biliares como cálculos de colédoco, estenoses inflamatórias (cicatriciais), extravasamentos (por trauma ou cirurgia) e câncer. A CPRE combina o uso de raios X e um endoscópio, o qual é um tubo longo e flexível, com iluminação e uma microcâmera na sua ponta. Através dele o médico pode ver o estômago e o duodeno por dentro, encontrar a papila de Vater (saída no intestino dos ductos biliar e pancreático), introduzir um cateter (sonda muito fina) através dele e injetar contraste para opacificar a árvore biliar e o pâncreas permitindo que sejam vistos aos raios X. 

    Para o procedimento, você deitará sobre o lado esquerdo numa mesa de exame na sala de raios X. Será administrado um medicamento para adormecer a sua garganta e um sedativo para auxiliar o seu relaxamento durante o exame. O endoscópio será introduzido através da sua boca e o médico o dirigirá através do esôfago, estômago e duodeno até atingir o ponto onde o ducto da árvore biliar e do pâncreas se abre no duodeno (papila de Vater). Nesta ocasião, você será virado de barriga para baixo e o médico passará uma pequena sonda de plástico (cateter) através do canal de trabalho do endoscópio e o introduzirá, pelo orifício da papila, no ducto a ser estudado. Por este cateter o médico injetará contraste nos ductos para eles aparecerem de maneira clara aos raios X. Os raios X são tirados logo após o contraste ser injetado. Se o exame evidenciar um cálculo ou estreitamento dos ductos, o médico pode inserir acessórios pelo canal de trabalho do endoscópio para remover o cálculo ou aliviar a obstrução. Também poderão ser retiradas amostras de tecido (biópsias) para exame posterior.

    As possíveis complicações da CPRE são a pancreatite (inflamação do pâncreas), infecção, hemorragia e perfuração do duodeno. Excetuando-se a pancreatite, tais problemas não são comuns.

    A CPRE demora em média de 30 minutos a 2 horas. Você sentir algum desconforto quando o médico injetar ar no seu duodeno e contraste nos ductos. Entretanto, os analgésicos e sedativos farão com que você não sinta muito desconforto. Após o procedimento, você ficará no hospital por 1 a duas horas até que termine a ação do sedativo. O médico se certificará que você não tem sinais de complicações antes de você ir embora. Se for executado algum tipo procedimento terapêutico durante a CPER, tal como a remoção de um cálculo, aconselhamos a observação hospitalar por 24 horas.

    Preparo 

    O seu estômago e duodeno precisam estar vazios para o procedimento ser acurado e seguro. Você não deve beber nem comer nada após as 20 horas da noite anterior ao procedimento, ou por 6 a 8 horas anteriores, dependendo do horário do exame. O médico precisará saber se você tem algum tipo de alergia, especialmente ao iodo, pois o contraste é iodado. Você também precisa providenciar alguém para levá-lo para casa, pois não será permitido que você dirija automóvel, por causa dos sedativos. O médico poderá lhe fornecer outras instruções especiais.