Autor: walter

  • BALÃO INTRA-GÁSTRICO (BIG)

    O sistema de balão intra-gástrico (BIG) é uma alternativa não-cirúrgica e não farmacológica para o tratamento da obesidade.

    Estudado desde 1982 o BIG foi projetado para induzir a perda de peso em pacientes obesos, através do preenchimento parcial do estômago induzindo a sensação de saciedade, promovendo com isso uma diminuição da ingesta alimentar e a adoção de um novo hábito dietético.

    Está indicado para uso temporário em:

    • obesos moderados que possuem outras doenças relacionadas a obesidade (diabetes, doenças cardio e cerebrovascular, alterações da coagulação, doenças articulares, câncer de diversos locais, cirrose hepática, apnéia do sono, etc.) e não obtiveram sucesso com um programa de perda de peso apenas;
    • obesos severos (obesidade mórbida) em pré-operatório do tratamento cirúrgico, para reduzir o risco operatório;
    • como único tratamento para pacientes com doenças cardio-respiratórias severas;
    • com intenção estética para pacientes pouco obesos (glutões) que vivem em regimes e no famoso efeito sanfona, juntamente com acompanhamento nutricional e psicológico.

    Feito de um silicone durável, liso, sem costura, elástico, de alta qualidade e resistente a secreção gástrica (ácida), o BIG é colocado endoscópicamente dentro do estômago, sendo enchido com 500 a 800 ml de solução fisiológica 0,9% mais anilina estéreis, onde pode permanecer por um período de até 6 meses.

    Além disso é visualizável por fluoroscopia (Rx) através de sua válvula radiopaca, e é totalmente desinsuflável e retirável por endoscopia.

    É importante deixar claro que sucessivos balões podem ser colocados para prolongar o tratamento, mas o BIG deve ser usado em conjunto com uma dieta supervisionada (nutricionista) e um programa de mudança de comportamento (psicólogo ou psiquiatra) para ajudar manter o peso ou a perda de peso após a remoção do balão.

    CONTRA-INDICAÇÕES PARA USO DO BALÃO INTRAGÁSTRICO:

    • Doença da transição gástrica potencialmente hemorrágica (excluídas as relacionadas à hipertensão portal).
    • Esofagite grau III.
    • Esôfago de Barret.
    • Uso crônico de anticoagulantes.
    • Hérnia de Hiato grande (acima de 5 cm).
    • Cirrose hepática.
    • Insuficiência renal crônica.
    • SIDA.
    • Qualquer doença inflamatória do trato gastrintestinal incluído esofagites, ulceração gástrica, ulceração duodenal, câncer ou inflamações especificas como a Doença de Crohn.
    • Condições potencias de sangramento gastrintestinal superior como varizes esofágicas ou gástricas, telangiectases intestinais adquiridas ou congênitas, ou outra anomalia congênita no trato gastrintestinal como atresias e estenoses.
    • Anormalidades estruturais no esôfago ou faringe, como estreitamento ou diverticulite.
    • Qualquer outra condição médica que poderia aumentar o risco de uma endoscopia eletiva.
    • Desordens psiquiátricas anteriores ou atuais.
    • Cirurgias gástrica ou intestinal previas.
    • Alcoolismo ou vicio a drogas.
    • Pacientes que não desejem participar de programas estabelecidos de modificação de comportamento e de dieta supervisionado por médicos com acompanhamento clinico de rotina.
    • Pacientes com administração de aspirina, agentes antiinflamatórios, anticoagulantes ou outro irritante gástrico.
    • Pacientes grávidas ou amamentando.

    RISCOS DO BALÃO INTRAGÁSTRICO:

    • Efeitos colaterais: imediatos ( após 24 – 48 horas da colocação ) como náusea, vomito e/ou dor abdominal. Apesar da orientação e prescrição médica pré-colocação, poderá ser necessário que o paciente seja encaminhado a um pronto atendimento escolhido pelo mesmo, para hidratação e medicação intravenosa.
    • Complicações referidas na literatura: podem ocorrer aderências, impactação do balão para o duodeno, intolerância permanente ( vômitos incoercíveis por maior tempo do que o previsto ), meteorismo, flatulência, úlceras e erosões gástricas, perfuração gástrica, infecção fungica em torno do balão. Esses fatores poderão obrigar equipe médica a indicar uma intervenção endoscópica com a retirada do mesmo antes do tempo previsto, ou até mesmo cirúrgica.
    • Rejeição da prótese pelo organismo.
    • Vazamento na válvula.
    • Riscos inerentes ao uso permanente de corpo estranho.
    • Inadequada para pacientes com Hérnia Hiatal e esofagite de refluxo.

    Perguntas mais freqüentes acerca do balão:

    • O que é o sistema BIG ?

    Consiste em um pequeno balão, leve e expansível projetado para induzir a perda de peso em pacientes obesos, através do preenchimento parcial do estômago.

    • Como funciona o BIG ?

    É idealizado para atuar juntamente com uma dieta supervisionada (ajuda na adesão a restrição alimentar), facilitando o programa de modificação de comportamento. O balão preenche parcialmente o estômago induzindo a sensação de saciedade.

    • Como o balão é colocado no estômago ?

    É facilmente introduzido no estômago pela boca (endoscópicamente), sem necessidade de operação (cirurgia), usando-se anestésico local e sedativo; sendo retirado da mesma maneira.

    Após exame endoscópico ao estômago, se nenhuma anormalidade é observada, a colocação é realizada.

    Uma vez dentro do estômago o balão é imediatamente cheio com 500 a 800 ml de uma solução estéril (sol. fisiológica 0,9% + anilina).

    O tempo de procedimento varia de 20 a 30 minutos após o qual o paciente é observado por pequeno intervalo de tempo podendo retornar para sua casa a seguir.

    • Quem pode usar o BIG ?

    Pessoas com sobrepeso; com IMC < 40 e que não conseguiram sucesso de uma perda de peso prolongadacom outros programas supervisionados; e em pacientes em período pré-operatório com risco cirúrgico muito elevado.

    • Por quanto tempo o BIG pode ser usado ?

    Ele pode permanecer no interior do estômago por até 6 meses. Caso seja necessário o prolongamento do tratamento deve-se proceder à retirada do antigo e colocação de um novo balão.

    • O que acontece se o balão esvaziar-se espontaneamente ?

    Caso o balão esvazie-se espontaneamente antes do período programado para sua retirada o paciente na maioria das vezes perceberá visualmente no abdômen e através da mudança da coloração da urina (anilina).

    O balão é suficientemente pequeno para que na maioria das vezes que tal fato aconteça (é incomum), ele é levado naturalmente pelo movimento intestinal saindo juntamente com as fezes. No entanto em alguns casos ele pode ficar impactado, causando uma obstrução intestinal e necessitando de ser retirado cirurgicamente.

    É muito importante em caso de esvaziamento espontâneo do balão a comunicação imediata ao seu médico.

    • Qual o peso que pode se perder com o BIG ?

    É importante que fique claro que o BIG ajuda a perder peso, devendo fazer parte de um programa amplo, com dieta e acompanhamento psicológico; com isso a quantidade de peso a ser perdida dependerá diretamente do grau de adesão do tratamento.

    • O peso perdido é recuperado após a retirada do balão ?

    Com a sensação de saciedade criada pelo balão surge uma nova realidade que facilita a adesão à dieta alimentar e à mudança do hábito alimentar. Com isso há grande chance do peso se manter, ou mesmo a perda de peso, após a retirada do balão.

    • Quais os efeitos colaterais que podem ocorrer durante o uso do balão ?

    Náuseas e vômitos podem ocorrer nos primeiros dias com relativa freqüência, os quais podem ser resolvidos com medicação adequada.

             Existe a possibilidade de que o paciente perca pouco peso ou não perca peso durante o uso do balão, se não houver adesão à dieta alimentar, nem mudança de comportamento.

             Pode acontecer ainda uma perda rápida e excessiva de peso com repercussões orgânicas, necessitando de intervenção médica.

    • Há riscos associados ao uso do BIG ?

    Como todo procedimento médico há riscos de reações adversas, imprevistas ou desconhecidas ao próprio procedimento ou as medicações utilizadas durante o mesmo; variando individualmente quanto a incidência e a gravidade.

             Como outros procedimentos gástricos há o risco de lesão na parede do tubo digestivo por contato direto de instrumentos, pelo próprio balão ou como resultado de um aumento de produção ácida gástrica. Pode ocorrer então dor, formação de úlceras, sangramento e perfurações (faríngea, esofágica e gástrica), necessitando de tratamento clínico e/ou cirúrgico.

          Com certeza o seu médico é a pessoa mais adequada para discutir e esclarecer todas suas dúvidas e expectativas, avaliando os benefícios e os riscos do uso do balão intra-gástrico.

  • BANDA GÁSTRICA AJUSTÁVEL (BGA)

    O tratamento cirúrgico da obesidade, também conhecido como Cirurgia Bariátrica, esta baseado fundamentalmente em três modalidades técnicas:

    *Restritivas: visam diminuir a capacidade volumétrica do estômago;

    *Desabsortivas: objetivam atingir a perda de peso pela incapacidade do intestino de absorver os nutrientes;

    *Mistas: associação das duas modalidades anteriores.

    O sistema de banda gástrica ajustável (BGA) é uma alternativa cirúrgica, minimamente invasiva, não radical, para o tratamento da obesidade.

    É uma operação realizada por vídeo laparoscopia (5 pequenos orifícios) na qual se coloca uma banda (cinto) de silicone em volta do estômago formando uma “ampulheta”, diminuindo a capacidade do estômago receber alimentos para cerca de 20 ml por vez. Esta banda tem um balão conectado por meio de um tubo à um portal no subcutâneo do abdômen, que permite insuflar e desinsuflar a banda, modulando o quanto o paciente pode comer.

    QUEM DEVE SER OPERADO ?

    Pacientes obesos moderados (IMC entre 35 e 40) que possuem outras doenças relacionadas a obesidade (diabetes, doenças cardio e cerebrovascular, alterações da coagulação, doenças articulares, câncer de diversos locais, cirrose hepática, apnéia do sono, etc.) e não obtiveram sucesso com um programa de perda de peso apenas.

    Pacientes obesos severos (obesidade mórbida – IMC maior que 40).

    Pacientes que avaliados por médico experiente em matéria de tratamento de obesidade tenham pequena probabilidade de sucesso com medidas não cirúrgicas.

    COMO FUNCIONA A BGA ?

    Essa é uma operação para tratamento da obesidade do tipo restritiva aonde o alimento que chega ao estômago distende a pequena câmara gástrica formada com a operação e induz uma plenitude ou saciedade com pequenas quantidades.

    Funciona, a grosso modo, basicamente como um funil.

    O alimento passa lentamente para o resto do estômago onde se processa a digestão. A restrição é dada pela pequena câmara gástrica que se distender além do seu limite o paciente sentirá mal-estar, podendo vomitar.

    Nessa operação apenas o excesso de comida ingerido é barrado, líquido passam livremente pela pequena câmara gástrica, portanto se o paciente persistir ou passar a ingerir líquidos hipercalóricos a operação não vai conduzir a uma efetiva perda de peso.

    COMO É O PÓS-OPERATÓRIO ?

    A maioria dos pacientes tem alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte.

    Durante os primeiros 30 dias a dieta é líquida e após isso vai-se aumentando de modo gradual a variedade e quantidade.

    A volta completa das atividades se dá em torno de 1 semana.

    QUAIS SÃO OS RESULTADOS NA PERDA DE PESO ?

    A BAG resulta numa perda média de cerca de 50 a 60 % do excesso de peso. Por exemplo, um paciente com 140 Kg, 1,70 m e IMC de 48, tem cerca de 65 Kg de excesso de peso e deve perder cerca de 40 a 50 Kg após a operação.

    QUAIS SÃO OS RISCOS DESSA OPERAÇÃO ?

    A literatura internacional descreve até 10 % de complicações e uma taxa de mortalidade abaixo de 1 %.

    A OPERAÇÃO É DEFINITIVA ? QUANTO TEMPO DURA A BAG ?

    A operação é definitiva e a duração da BAG não tem limite definido, porém em caso de desejo imperioso do paciente ou de alguma complicação, a mesma pode ser retirada através de procedimento semelhante ao da colocação.             Com certeza o seu médico é a pessoa mais adequada para discutir e esclarecer todas suas dúvidas e expectativas, avaliando os benefícios e os riscos da colocação da Banda Gástrica ajustável.

  • AUTO-HEMOTERAPIA NÃO TEM EFICÁCIA COMPROVADA

    O Conselho Federal de Medicina emitiu o Parecer no 12/2007, sobre a auto-hemoterapia, em que afirma não haver comprovação científica da eficácia do procedimento. Sua emissão decorreu de solicitação, em junho, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A Anvisa buscou a opinião das autoridades médicas sobre o procedimento porque essa terapia se tornou bastante popular: é oferecida a baixo custo, inclusive em farmácias, com a promessa de curas milagrosas para doenças graves como câncer e aids – o que não é comprovado pela ciência, de acordo com o parecer.

    A auto-hemoterapia, definida como tratamento de certas doenças pela retirada e nova injeção do sangue no próprio paciente, vem sendo utilizada indiscriminadamente, o que preocupa o governo.

    O documento foi produzido pelo médico e professor de Clínica Médica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Munir Massud. Para sua elaboração, considerou que a medicina fundamenta-se em informações objetivas, testadas e confirmadas. Assim, analisou diversos estudos, artigos e revistas científicas disponíveis sobre o tema, da década de 30 até o presente momento. A bibliografia pesquisada inclui publicações em inglês, polonês, russo, alemão, chinês, espanhol, francês e italiano. Foram consultados os abstracts disponíveis na base de dados Medline, que tem 11 milhões de citações e resumos da literatura médica, bem como a literatura existente sobre todas as modalidades de auto-hemoterapia, como a ocular (subconjuntival), o procedimento em que o sangue é submetido à ação de agentes como ozônio ou irradiação UV, e outra em que o sangue é retirado da veia e administrado por via peridural, conhecida como tampão sangüíneo peridural – além da auto-hemoterapia propriamente dita.

    Após as análises, o parecerista constatou, sobre a auto-hemoterapia, que “não há comprovação de sua efetividade, nem de sua segurança”.

    O parecer conclui que “não existem estudos relativos à auto-hemoterapia desde a sua proposição como recurso terapêutico na primeira metade do século XX até os dias atuais” e que “não há evidência científica disponível que permita a sua utilização em seres humanos”.

    De acordo com o presidente do Conselho, Edson de Oliveira Andrade, o CFM promete rigor para os médicos que adotarem o procedimento: “Os que o praticarem deverão ser denunciados, para serem processados por isso. Trata-se de uma falácia, que não tem valor científico e não pode ser aceita. Cabe ao CFM alertar a população que isso não deve ser feito, pois pode vir a complicar a saúde do paciente”. O parecer foi enviado à Anvisa neste mês de dezembro. A Agência informou que, primeiramente, irá analisar o documento para, posteriormente, decidir, com segurança, que providências adotar.

  • AMIGOS GORDOS PODEM INFLUENCIAR NO AUMENTO DE PESO, DIZ ESTUDO

    Uma equipe internacional de cientistas afirmou que as pessoas são influenciadas de forma subconsciente pelo peso daqueles que os cercam, então amigos gordos podem levar uma pessoa a engordar também.

    O estudo de cientistas da Universidade de Warwick, Dartmouth College e Universidade de Leuven chamou o fenômeno de “obesidade imitativa”.

    A pesquisa foi apresentada em uma conferência de economia em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos e analisou dados relativos a 27 mil pessoas de toda a Europa.

    Os cientistas sugerem que as escolhas em relação à aparência são baseadas nas pessoas que cercam o indivíduo. Então, se as pessoas com as quais um indivíduo convive são gordas, seria admissível ser gordo também, segundo os pesquisadores.

    Para Andrew Oswald, professor da Universidade de Warwick que participou do estudo, “o crescimento da obesidade precisa ser pensado como um fenômeno sociológico e não um fenômeno psicológico”.

    “As pessoas são influenciadas por comparações relativas, as regras mudaram e ainda estão mudando”, afirmou.

    Ricos e pobres

    Oswald afirma também que o “consumo de calorias aumentou, mas ninguém nos disse a razão de as pessoas estarem comendo mais”.

    “Alguns argumentaram que a obesidade é produto de alimentos mais baratos, mas se gordura é uma resposta ao maior poder de compra, por que observamos, de forma rotineira, que as pessoas ricas são mais magras que as pobres?”, questiona o cientista.

    “Muitas das pesquisas sobre obesidade, que destacaram o estilo de vida sedentário ou a biologia humana ou o fast-food, não prestaram atenção no ponto mais importante.”

    Mas, para o médico David Haslam, diretor clínico do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, as causas do aumento na obesidade são mais complexas.

    “É um pouco de atrevimento apontar as influências sociológicas – existe muito mais do que isto.”

    “Se você está cercado de pessoas, sejam amigos ou na casa de seus familiares, que estão acima do peso, você está dividindo o mesmo ambiente onde há mais chances de haver abundância do tipo errado de alimentos”, afirmou.

    O estudo das universidades européias também descobriu que cerca de metade das mulheres da Europa que participaram da pesquisa se sentem acima do peso. Pouco menos de um terço dos homens pesquisados sentem o mesmo.

  • ABSCESSO ANAL/FÍSTULA

    Um paciente que se sente mal e se queixa de calafrios, febre e dor no reto ou ânus pode estar sofrendo de um abscesso anal ou fístula. Esses termos médicos descrevem doenças comuns sobre as quais muitas pessoas sabem pouco.

    O que é um Abscesso anal?

    Um abscesso anal é uma cavidade infectada cheia de pus encontrada perto do ânus ou reto.

    O que é uma fístula anal?

    Uma fístula anal, quase sempre é o resultado de um abscesso anterior, é um pequeno túnel que conecta a glândula anal de onde o abscesso surgiu para a pele das nádegas fora do ânus.

    http://www.fascrs.org/associations/1843/files/fistula.gifQuais as causas de um Abscesso?

    Um abscesso resulta de uma infecção aguda de uma pequena glândula dentro do ânus, quando bactérias ou corpos estranhos entram no tecido através da glândula. Certas condições – colite ou outra inflamação do intestino, por exemplo – às vezes podem tornar essas infecções mais prováveis.

    O que causa uma Fístula?

    Após a drenagem de um abscesso, um túnel pode persistir conectando a glândula anal da qual o abscesso surgiu à pele. Se isso ocorrer, a drenagem persistente da abertura externa pode indicar a persistência desse túnel. Se a abertura externa do túnel cicatrizar, pode ocorrer abscesso recorrente.

    Quais são os sintomas de um Abscesso ou de uma Fístula?

    Os sintomas de ambas as doenças incluem dor constante, às vezes acompanhada de inchaço, que não está necessariamente relacionada aos movimentos intestinais. Outros sintomas incluem irritação da pele ao redor do ânus, drenagem de pus (que muitas vezes alivia a dor), febre e mal-estar geral.

    Um abscesso sempre se torna uma fístula?

    Não. Uma fístula se desenvolve em cerca de 50% de todos os casos de abscesso, e realmente não há como prever se isso ocorrerá.

    Como um Abscesso é tratado?

    Um abscesso é tratado drenando o pus da cavidade infectada, fazendo uma abertura na pele perto do ânus para aliviar a pressão. Muitas vezes, isso pode ser feito no consultório médico usando um anestésico local. Um abscesso grande ou profundo pode exigir hospitalização e uso de um método anestésico diferente. A hospitalização também pode ser necessária para pacientes propensos a infecções mais graves, como diabéticos ou pessoas com imunidade diminuída. Os antibióticos geralmente não são uma alternativa para drenar o pus, porque os antibióticos são transportados pela corrente sanguínea e não penetram no fluido dentro de um abscesso.

    E o tratamento para uma fístula?http://www.fascrs.org/associations/1843/files/fistulotomy.gif

    A cirurgia é necessária para curar uma fístula anal. Embora a cirurgia de fístula seja geralmente relativamente simples, o potencial de complicação existe e deve, preferencialmente, ser realizada por um especialista em cirurgia de cólon e reto. Pode ser realizada ao mesmo tempo que a cirurgia de abscesso, embora as fístulas geralmente se desenvolvam quatro a seis semanas após a drenagem de um abscesso, às vezes até meses ou anos depois. A cirurgia de fístula geralmente envolve o corte de uma pequena porção do músculo do esfíncter anal para abrir o túnel, unindo a abertura externa e interna e convertendo o túnel em um sulco que cicatrizará de dentro para fora. Na maioria das vezes, a cirurgia de fístula pode ser realizada em regime ambulatorial – ou com uma curta internação hospitalar.

    Quanto tempo leva até que os pacientes se sintam melhor?

    O desconforto após a cirurgia de fístula pode ser leve a moderado na primeira semana e pode ser controlado com analgésicos. A quantidade de tempo perdido no trabalho ou na escola geralmente é mínima.

    O tratamento de um abscesso ou fístula é seguido por um período de tempo em casa, quando a imersão da área afetada em água morna (banho de assento) é recomendada três ou quatro vezes ao dia. Amolecedores de fezes também podem ser recomendados. Pode ser necessário usar uma compressa de gaze para evitar que a drenagem suje as roupas. Os movimentos intestinais não afetarão a cicatrização.

    Quais são as chances de recorrência de um abscesso ou fístula? Tratando-se adequadamente, o problema geralmente não retornará. No entanto, é importante seguir as instruções de um cirurgião de cólon e reto para evitar a recorrência.

  • ASPIRINA

    Estudo Revela Potenciais Benefícios Contra o Câncer Colorretal, mas Especialistas Alertam Sobre Riscos

    A aspirina, amplamente reconhecida por seus múltiplos benefícios à saúde, incluindo o alívio da dor e a prevenção de ataques cardíacos, voltou ao centro das atenções após um novo estudo sugerir que pode aumentar a sobrevivência de pacientes com câncer colorretal. Contudo, especialistas destacam que, apesar de ser uma droga acessível e comum nos lares, seu uso não está isento de riscos significativos.

    O Dr. John A. Baron, professor de Medicina na Escola de Medicina de Dartmouth, ressalta a importância da aspirina, mas adverte sobre seus efeitos colaterais. “A aspirina é uma droga fascinante, mas, como qualquer medicamento, possui efeitos adversos,” afirma Baron, referindo-se ao risco de sangramentos gastrintestinais e derrames hemorrágicos.

    O estudo, publicado no “The Journal of the American Medical Association”, revelou que pacientes com câncer colorretal que tomavam aspirina regularmente apresentavam uma probabilidade significativamente maior de sobreviver à doença. Aqueles que começaram a usar a aspirina após o diagnóstico reduziram o risco de morte quase pela metade.

    Apesar das descobertas promissoras, o Dr. Alfred I. Neugut, oncologista da Universidade de Colúmbia, alerta que o estudo precisa ser replicado para confirmar seus resultados. Ele lembra que o estudo não foi um teste clínico controlado, o que limita a robustez das conclusões.

    Estudos anteriores já indicavam que a aspirina poderia ajudar na prevenção de tumores no cólon, mas o novo estudo foi o primeiro a mostrar que a aspirina pode aumentar a sobrevivência de pacientes com câncer colorretal. A propriedade anticâncer da aspirina está ligada à sua capacidade de inibir a enzima COX-2, que está associada ao crescimento de células cancerígenas.

    O Dr. Otis Brawley, diretor médico da Sociedade Americana do Câncer, observa que, embora os benefícios potenciais da aspirina sejam notáveis, o uso regular do medicamento deve ser cuidadosamente considerado devido aos riscos envolvidos, especialmente em doses diárias, que podem aumentar o risco de sangramentos graves.

    Por fim, a Dra. JoAnn E. Manson, do Brigham and Women’s Hospital, enfatiza a importância de consultar um médico antes de iniciar qualquer regime de aspirina, destacando os perigos mesmo em doses baixas. Ela reconhece, entretanto, que pacientes diagnosticados com câncer colorretal podem não ter o luxo de esperar por mais estudos conclusivos antes de considerar o uso da aspirina como parte de seu tratamento.

    Jens Schlueter/AFP
  • PEDRA NA VESÍCULA OU COLELITÍASE

    O QUE É?

    Pedra ou cálculo na vesícula é uma doença bastante comum. Cera de 10% das pessoas tem pedra (cálculo) na vesícula. Mais de 10 milhões de brasileiros tem esse tipo de problema. Qualquer pessoa pode ter pedras na vesícula, mas algumas têm maior possibilidade, como:

    – Idade. Apesar de esta doença poder acometer até crianças, ela aumenta com a idade e é mais comum nos adultos e idosos.

    – Mulher. As pedras da vesícula são mais comuns nas mulheres do que nos homes, principalmente nas que já ficaram grávidas.

    – Obesidade. Quanto mais gordo, maior a possibilidade de ter pedra na vesícula. Entretanto, os magros também podem ter cálculos.

    – Hereditariedade. As pessoas que têm familiares com cálculos possuem mais chance de ter esta doença do que os que não têm.

    COMO A PEDRA (CÁLCULO) É FORMADA

    A bile é produzida no fígado e é eliminada no intestino. A bile ajuda na digestão de alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias, entre as quais colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, elas podem se depositar na vesícula. Com o passar do tempo (dias, meses e anos), estes depósitos se unem e formam pedras.

    Outros locais do organismo, como o rim, bexiga e o canal da saliva e o da lágrima também podem formar pedras. Mas, as pedras desses locais são diferentes das pedras da vesícula.

    COMO SÃO AS PEDRAS

    O número, tamanho, forma e cor das pedras da vesícula são bastante variáveis. Algumas pessoas só têm uma pedra, enquanto outras têm mais de 1000. Da mesma forma, as pedras podem variar de tamanho de 1 mm (grão de areia) até 10 ou 15 cm.

    SINTOMAS E COMPLICAÇÕES

    A pedra na vesícula pode ocasionar sintomas intensos e graves, sendo os mais comuns:

    – Dor intensa no abdômen (barriga) – no lado direito ou “na boca do estômago”. Esta dor geralmente dura de 30 minutos a 2 horas, mas quando for mais prolongada pode indicar que esta ocorrendo uma complicação.

    – Náuseas (enjôo) e vômitos.

    – Inflamação ou infecção da vesícula.

    – Icterícia (amarelão).

    – Febre.

    – Pancreatite aguda.

    A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula nunca teve sintomas. Não existem dados médicos que permitam determinar quais pacientes terão sintomas. Entretanto, quando o paciente apresenta um dos sintomas acima citados, a possibilidade de repetir o mesmo sintoma ou apresentar uma complicação é muito grande. Assim, nesta situação é importante procurar tratamento.

    A possibilidade de uma pessoa apresentar sintomas ou complicações independe do número ou do tamanho das pedras. Às vezes, apenas uma pedra pequena pode ocasionar complicações muito graves, como pancreatite aguda.

    DIAGNÓSTICO

    O melhor método para diagnosticar pedra na vesícula não complicada é a ultra-sonografia ou ecografia do abdômen superior. A tomografia pode não mostrar as pedras em um grande número de pacientes.

    TRATAMENTO

    A “única” forma de tratamento da pedra ou cálculo da vesícula é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia). Outros tratamentos, como litotripsia (“quebrar a pedra” com aparelhos especiais) e medicamentos para dissolver a pedra, não dão bons resultados e não devem ser usados, pois só atrasam o tratamento correto.

    Atualmente o tratamento da pedra na vesícula foi muito simplificado, desde que o paciente não apresente complicações. A retirada da vesícula pode ser facilmente realizada por via laparoscópica na maioria dos pacientes (“operação dos furinhos ou a laser”), sem a necessidade de fazer um corte grande no abdômen. Ema casos de exceção (doença grave ou complicada e variações anatômicas p.ex.) não é possível concluir a operação pela técnica laparoscópica e nesses casos há necessidade de se fazer uma incisão (corte – conversão) maior no seu abdômen para terminar a operação

    Mesmo pacientes assintomáticos, com achado incidental do diagnóstico de pedra na vesícula devem considerar a opção de tratamento cirúrgico devido a possibilidade de complicação séria já como primeiro sintoma, principalmente em pacientes onde qualquer complicação, por menor que seja pode comprometer muito o estado geral (idosos, cardiopatas, diabéticos). É melhor uma operação eletiva cercada de todo um preparo, do que uma operação de urgência, onde nem sempre conseguimos operar o paciente no melhor do seu estado.

    DIETA APÓS A RETIRADA DA VESÍCULA

    Não há necessidade de se modificar a sua alimentação permanentemente após a retirada da vesícula, pois a única função da vesícula é a de armazenar bile e não de produzi-la. A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Em raros casos há episódios de diarréia associados à ingestão gordurosa.

    É aconselhável apenas a redução da quantidade de alimentos gordurosos nos primeiros 30 dias para que haja uma adaptação definitiva à ausência da vesícula.

    RECUPERAÇÃO 

    A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes volta as suas atividades normais em poucos dias.

  • ENDOSCOPIA

    O QUE É A ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA?

    É um meio seguro e efetivo de examinar o início do tubo digestivo (esôfago, estômago e duodeno), usando um instrumento tubular, fino, longo e flexível. Tem grande sensibilidade para diagnosticar lesões iniciais e é documentada através de fotografias de grande definição.

    É feita no consultório, com o mínimo de inconveniência e desconforto, podendo ou não ser feita com ajuda de sedação e até mesmo com suporte anestésico em casos selecionados. 

    QUANDO A ENDOSCOPIA É INDICADA?

    Tem uma indicação ampla.

    É indicada para avaliar sintomas de dor abdominal, náuseas, vômitos e dificuldade para engolir. É também o melhor exame para encontrar e tratar causas de sangramento e estreitamento no início do tubo digestivo, bem como retirar objetos engolidos indevidamente. É melhor que radiografias para detectar inflamações, úlceras e tumores do esôfago, estômago e duodeno. Por meio de biópsias (pequenas amostras de tecido colhidas sem dor durante o exame e que são encaminhadas para análise laboratorial), é possível determinar o grau da inflamação, detectar a presença de bactérias e distinguir lesões benignas de malignas (câncer).

    COMO É REALIZADA?

    O paciente deve estar em jejum (estômago vazio) por seis horas. Antes do inicio do exame, o paciente deve informar se tem alergias a medicamentos e esclarecer todas as suas dúvidas. Em seguida, o paciente deve tomar uma medicação para eliminar a espuma da saliva. Um spray anestésico é usado na garganta para adormecê-la e, assim, reduzir a sensação de vômito. Um sedativo, que serve para diminuir a ansiedade e causar amnésia momentânea, é utilizado na maioria dos casos sendo injetado na veia. Após isso, o paciente é colocado confortavelmente deitado sobre seu lado esquerdo e um bocal é colocado entre os seus dentes, para protege-los. Começa, então, o exame, que com a colaboração do paciente, leva normalmente menos de 5 minutos, com pouca ou nenhuma dor. Às vezes, o paciente sente um pouco de náuseas.

    Há RISCOS?

    A endoscopia em geral não acarreta complicações. Em casos raros, podem ocorrer incômodos de gravidade variável, como: irritação no local da injeção do sedativo; reação ao sedativo; pequenos sangramentos após a realização de biópsias; febre, dor torácica e dor abdominal; necessitando ou não de tratamento emergencial.

    APÓS O EXAME:

    Após o término do exame, o paciente é encaminhado a uma sala de repouso e recuperação, sendo liberado com a presença de um acompanhante, pois não pode dirigir, operar máquinas ou tomar decisões importantes após o uso de sedativos, devido à diminuição dos reflexos e do raciocínio. Terminado o efeito do anestésico da garganta, o paciente pode voltar a comer normalmente. O paciente poderá sentir-se levemente inchado, devido ao ar que foi introduzido através do endoscópio; contudo, isso passará rapidamente.

  • LINFOMA: O QUE É, TIPOS, SINTOMAS E TRATAMENTO

    O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo contra infecções. Formado por gânglios (ou linfonodos), o sistema linfático produz linfócitos, as células de defesa. No linfoma, ocorre uma proliferação desordenada dessas células, podendo resultar em tumores em diversas partes do corpo, como abdômen, virilha, pélvis, axilas e pescoço.

    A doença se divide em dois principais tipos: linfoma de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin (LNH). A distinção entre eles está na constituição celular. O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de células Reed-Sternberg, enquanto os linfomas não-Hodgkin englobam uma variedade de subtipos com características celulares e clínicas diversas.

    Epidemiologia e Fatores de Risco

    O linfoma é o quinto tipo de câncer mais frequente no mundo, com uma incidência crescente nos últimos 25 anos, especialmente entre pessoas acima de 60 anos. A incidência de LNH aumenta progressivamente com a idade, sendo mais comum após os 40 anos. Nos Estados Unidos, são esperados cerca de 43.000 novos casos por ano, com um leve predomínio em homens. No Brasil, os dados são menos conhecidos, mas estimativas para o Distrito Federal apontam para cerca de 150 novos casos em 2005.

    Embora a maioria dos pacientes não apresente fatores de risco claros, alguns elementos podem estar associados ao linfoma, como a idade avançada, infecções virais (HIV, Epstein-Barr), imunossupressão, exposição a solventes orgânicos, pesticidas e radiação. No entanto, em muitos casos, a causa do linfoma permanece desconhecida.

    Sintomas e Diagnóstico

    Os sintomas comuns do linfoma incluem o aumento dos linfonodos, perda de peso inexplicada, sudorese noturna, coceira no corpo, anemia e queda das plaquetas no sangue. O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem e biópsia, onde uma pequena porção de tecido é retirada para análise em laboratório. Quando diagnosticado precocemente, como no caso da ex-ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, as chances de cura podem ultrapassar 90%.

    Tipos de Linfomas Não-Hodgkin

    Os LNH podem ser divididos em dois grandes grupos: indolentes e agressivos. Os linfomas indolentes, formados por células pequenas, crescem lentamente e são mais comuns em pacientes idosos. Já os linfomas agressivos, constituídos por células grandes, se desenvolvem rapidamente, predominando em pacientes mais jovens.

    Entre os subtipos de linfoma de células B, destacam-se o linfoma difuso de grandes células B (30,6%), o linfoma folicular (22,1%) e o linfoma MALT (7,6%). Já os linfomas de células T incluem o linfoma T periférico (7,6%) e o linfoma anaplásico de grandes células (2,4%).

    Tratamento e Prognóstico

    O tratamento do linfoma depende do tipo e estágio da doença, podendo incluir quimioterapia, radioterapia e, em casos mais graves, transplante de medula óssea. Recentemente, os anticorpos monoclonais, como o rituximabe (MabThera®), têm se destacado como uma nova arma no tratamento, agindo especificamente contra as células cancerígenas e preservando as saudáveis. Esse avanço oferece aos pacientes maiores chances de cura com menos efeitos colaterais, como náuseas e alopecia.

    Conclusão

    O linfoma, apesar de ser um câncer complexo e com várias nuances, possui tratamentos eficazes, especialmente quando diagnosticado precocemente. A conscientização sobre os sintomas e a busca por atendimento médico são essenciais para aumentar as chances de cura.

  • CÂNCER DE PÂNCREAS

    A incidência de câncer de pâncreas tem aumentado sem tréguas desde o início deste século. Essa doença ocupa hoje o quarto lugar no ranking das causas de morte por câncer nos Estados Unidos. Aproximadamente 30 mil novos casos são diagnosticados por ano e 26 mil mortes são atribuídas a esse tipo de câncer no mesmo período. No Brasil, o mal é responsável por 2% de todos os casos novos de câncer ao ano, e por 4% de todas as mortes relacionadas com câncer no País. Os procedimentos cirúrgicos promovem a única chance de cura, e mesmo com a diminuição da mortalidade cirúrgica nas últimas décadas a sobrevida em longo prazo é ainda pouco satisfatória.

    As causas do câncer pancreático permanecem desconhecidas, embora diversos fatores ambientais, mais precisamente o tabaco, seja o vilão mais apontado. Calcula-se que o tabagismo seja o responsável por 30% dos casos e esse risco é proporcional à quantidade de fumaça inalada. Ainda o álcool e o café foram, tempos atrás, mencionados como fatores de risco, porém estudos mais aprofundados falharam em confirmar esta hipótese. Dieta rica em gordura e o uso excessivo de carne vermelha estão associados a um aumento no número de câncer pancreático. Pancreatite crônica, exposição ocupacional aos derivados de petróleo e pesticidas como o DDT, ressecção gástrica para doença ulcerosa péptica e diabetes mellitus também são situações associadas ao câncer de pâncreas. 

    QUADRO CLÍNICO

    Tais pacientes na maioria das vezes apresentam sintomas inespecíficos, o que contribui bastante para um diagnóstico tardio. As queixas mais freqüentes são: dor, perda ponderal e icterícia.

    DIAGNÓSTICO

    O diagnóstico se faz através de uma história clínica, exame físico e exames complementares. Os exames mais comuns são a ultrassonografia e a tomografia computadorizada do abdômen.

    TRATAMENTO

    O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica (Duodenopancreatectomia). Apesar da melhoria no diagnóstico e nas condutas cirúrgicas a ressecabilidade nos tumores da cabeça de pâncreas (local mais comum) varia entre 10 a 40%. Como é um procedimento de alta complexidade em pacientes freqüentemente acima do cinqüenta anos, tabagistas e etilistas por longa data as complicações cirúrgicas são também elevadas, ocorrendo em torno de 50% dos casos.

    Os tratamentos complementares associados à operação incluem rádio e quimioterapia, e têm apresentado um resultado mais encorajador nos últimos anos com o surgimento de novas drogas.