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  • Osteoporose

    A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da quantidade e da qualidade de osso, o que fragiliza sua estrutura e facilita a ocorrência de fraturas. É de progressão lenta e não há dor ou outros sintomas e sinais que indiquem o início da doença. O primeiro sinal é, geralmente, a ocorrência de uma fratura óssea ao mínimo trauma.

    O diagnóstico é feito por um exame chamado “densitometria óssea”, e deve ocorrer precocemente para melhor controle da doença.

    A osteoporose é considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas como envelhecimento.

    Por que ela se desenvolve?

    Vários fatores colaboram para o surgimento da osteoporose

    – A inadequada formação dos ossos durante a infância e adolescência;

    – A chegada da menopausa, com a redução dos hormônios femininos;

    – Uso de medicações como os corticóides, que podem alterar o ritmo de regeneração do osso;

    – Predisposição genética;

    – Etnia branca ou asiática;

    – Baixa estatura ou massa muscular pouco desenvolvida;

    – Ingestão de pouco cálcio;

    – Sedentarismo;

    – Pouca exposição ao sol;

    – Tabagismo;

    – Alcoolismo

    Como evitar?

    A prática de exercícios físicos é fundamental. Exercícios com baixo impacto são importantes para a saúde em geral; entretanto, os exercícios com impacto, como a musculação, têm maior atuação nos ossos. Verifique com seu médico a possibilidade de realização desses exercícios.

    Ingerir quantidades adequadas de cálcio durante toda a vida, mas, em especial na pós-menopausa. O leite e seus derivados são fontes ricas em cálcio. A exposição solar diária, durante 15 minutos, no começo da manhã ou após as 16 horas, favorece a formação de vitamina D pelo organismo, fundamental na saúde dos ossos. Muitas vezes pode ser necessária a suplementação de cálcio e vitamina D.

  • Tomografia por Emissão de Pósitrons – PET

    Tomografia por Emissão de Pósitrons – PET

    Entre os exames aplicados na Oncologia, um dos mais poderosos é a PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) com a qual é possível, em apenas 45 minutos, analisar o corpo inteiro, sem que o paciente seja submetido a maior exposição radioativa, e diferenciar tumores benignos de malignos, determinar a fase do câncer e monitorar o resultado do tratamento.

    A partir deste exame, o médico é capaz de decidir com segurança e rapidez como será o tratamento, se a opção é ou não a cirurgia e acompanhar a evolução do paciente.

    As vantagens versus o custo tornam a PET cada vez mais importante no diagnóstico e no acompanhamento de cânceres. Nos casos de câncer de pulmão, por exemplo, o resultado do exame modifica o tratamento proposto em cerca de 40% a 50% das situações, o que na prática, para o paciente, significa melhor qualidade de vida, menos sofrimento e até maior sobrevida. 

    Tumores malignos, geralmente, possuem metabolismo de glicose aumentado, alteração detectada pela PET, que usa o radiofármaco FDG (Fluor Deoxi Glicose), um análogo da glicose. O Instituto de Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) é um dos principais centros de produção deste radiofármaco, inteiramente produzido no Brasil.

    A PET/CT também tem grande aplicação nos linfomas, que correspondem a 8% dos tumores malignos e, em geral, acometem jovens. Com a evolução dos métodos terapêuticos, a taxa de cura a longo prazo é de mais de 80%. Mas, para tanto, é fundamental individualizar o tratamento, o que só pode ser feito com o uso de um método diagnóstico que avalia com precisão a extensão da doença e a resposta terapêutica, o que é perfeitamente realizado pela PET, uma dos exames da área da Medicina Nuclear. 

  • Ressonância Nuclear Magnética

    Ressonância Nuclear Magnética

    Técnica em que se utiliza a exposição do indivíduo a campos eletromagnéticos gerados por um aparelho de forma tubular. Estas ondas eletromagnéticas fazem as diferentes estruturas do corpo emitirem um sinal, que é captado pelo aparelho e processado, dando origem a imagens fiéis que são então analisadas.

    Na gastroenterologia, é muito utilizada para observar fígado, pâncreas e vias biliares. 

  • Tomografia Computadorizada

    Tomografia Computadorizada

    Exame realizado à base de raios-X, em que são realizados verdadeiros cortes radiográficos das regiões que interessam ao médico. As imagens são então processadas e reconstruídas por um computador, gerando imagens que são documentadas em chapas. Muitas vezes é necessário o uso de contrastes administrados pela veia.

  • Biópsia Hepática

    Biópsia Hepática

    Em uma biópsia hepática, é retirado um pequeno fragmento de tecido do fígado para que seja examinado pelo médico patologista, a fim de observar sinais de danos e doenças. Uma agulha especial é usada para obter este fragmento. O médico indica a biópsia quando exames sugerem que há alguma doença no fígado. Por exemplo: os exames de sangue podem sugerir que o fígado esteja sendo agredido por vírus ou outras causas. Um ultrassom pode sugerir que o fígado esteja aumentado de volume ou com sua textura alterada. Observar o tecido hepático em si é a melhor maneira de estabelecer o diagnóstico e de prover informações sobre o estágio da doença e seu grau de atividade.

    Preparo 

    Antes de agendar a biópsia, o médico irá solicitar exames de sangue para checar se a coagulação sanguínea está normal. Deve-se informar todas as medicações em uso atual ou recente, especialmente aquelas que afetam a coagulação como anticoagulantes, aspirina e anti-inflamatórios. Se estas medicações estiverem sendo usadas, seu uso deve ser interrompido uma semana antes do procedimento.

    Deve ser respeitado jejum de oito horas antes da biópsia. O médico irá informar se o paciente deve ou não tomar suas medicações de uso regular durante o período de jejum e pode também fornecer informações complementares. 

    O Procedimento

    A biópsia hepática é considerada uma cirurgia de pequeno porte, e por isto é feita em ambiente hospitalar. Para a biópsia, o paciente deita de barriga para cima e coloca sua mão direita atrás da cabeça. Após localizar e marcar os bordos do fígado e realizar uma anestesia local, o médico fará uma pequena incisão na porção inferior direita da caixa torácica. Por esta incisão, a agulha é avançada e retirará uma amostra de tecido hepático. Muitas vezes, o ultrassom é usado para guiar a agulha com mais segurança ou em direção a um ponto específico do fígado.

    O paciente deve ficar bem parado para que não haja acidentes como punção do pulmão ou da vesícula biliar, que estão próximos ao fígado. O médico solicitará que o paciente pare de respirar por 5 a 10 segundos enquanto a biópsia é realizada. Pode ser sentida uma pressão ou uma dor “surda”. O procedimento inteiro dura cerca de 20 minutos.

    Dois outros métodos de biópsia também estão disponíveis. Na biópsia laparoscópica, o cirurgião insere um tubo especial chamado laparoscópio através de uma incisão no abdome. O laparoscópio envia imagens do fígado a um monitor. O médico observa o monitor e usa instrumentos passados através da parede abdominal para remover amostras de tecido de uma ou mais partes do fígado.

    A biópsia transvenosa envolve a inserção de um cateter através de uma veia do pescoço. O cateter é guiado até o fígado. O médico, então, coloca uma agulha no cateter e faz a biópsia. Esta técnica pode ser usada quando há problemas de coagulação ou acúmulo de fluidos no abdome (ascite).

    Recuperação

    Depois da biópsia, é feito um curativo e o paciente deita sobre seu lado direito, comprimindo o local da biópsia, por 1 a 2 horas. A enfermeira irá monitorizar os dados vitais (pressão arterial, pulso) e o nível de dor. 

    Deve haver alguém para levar o paciente para casa, uma vez que não é permitido dirigir após o procedimento em virtude da sedação utilizada. O paciente deve ir diretamente para casa e permanecer na cama (exceto para usar o banheiro) por 8 a 12 horas, dependendo de seu médico. Além disto, deve ser evitada sobrecarga física na semana seguinte, para que a incisão e o fígado cicatrizem adequadamente. Pode ser esperada uma ardência no local da incisão e possivelmente dor no ombro direito. Esta dor é causada pela irritação do diafragma, e desaparece em algumas horas a poucos dias. O médico pode indicar o uso de analgésicos para a dor, mas deve ser evitado o uso de aspirina ou anti-inflamatórios pela primeira semana após o procedimento. Estes remédios afetam a coagulação do sangue, que é crucial para a cicatrização.

    Como qualquer cirurgia, a biópsia hepática tem seus riscos: punção do pulmão ou da vesícula, sangramento, dor e infecção; porém estas complicações são raras.